Após
ser cobrado pela CPMI do 8 de janeiro sobre a entrega completa das
gravações, o ministro inicialmente não cedeu as imagens sob a
justificativa de que estavam em um processo sigiloso. Somente após uma
decisão do STF ele compartilhou algumas cenas registradas pelas câmeras
do Ministério da Justiça.
Ao
esclarecer sobre a exclusão das imagens, Dino mencionou o contrato com a
empresa encarregada da segurança: “O contrato prevê guardar as imagens
por menos de 30 dias”, defendeu.
Enfático,
Dino declarou: “Não há dever legal. Tanto é que o mesmo problema
aconteceu no Senado. E eu não sabia disso, porque não sou gestor de
contrato.”
Em
relação ao conteúdo apagado, ele informou que só teve ciência
recentemente das imagens que a Polícia Federal tinha em mãos e que seu
vice-ministro, Ricardo Cappelli, está em busca de recuperar esse
material.
De
forma totalmente irônica, Dino comentou sobre as especulações em torno
das imagens perdidas: “Essas imagens não vão mudar a realidade dos
fatos. Não vai aparecer um disco voador, nem infiltrados e nem prova
desse terraplanismo que criaram para esconder a responsabilidade dos
criminosos. Esses que falam de omissão [do governo] são amigos dos
terroristas”.
(Hora Brasília)

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