Ex-presidente fez críticas ao decreto de Lula sobre armas.
O
ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) demonstrou descontentamento com as
declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre fechar
clubes de tiro. Em entrevista à Crusoé nesta quarta-feira (26), o
ex-líder do Planalto defendeu o tiro como um esporte e também como uma
forma de autodefesa, relatando que ele mesmo nunca dorme desarmado.
–
O tiro é um fascínio. Na década de 1920, tivemos nosso primeiro ouro
olímpico com o atirador Guilherme Paraense. Não vejo maldade nenhuma em
quem quer atirar. Aliás, a esquerdalha nunca abandonou a ideia de, pela
luta armada, conseguir alguma coisa. Se bem que agora mudaram bastante e
estão mais com mentiras para chegar ao poder. Eu não consigo dormir
desarmado. Eu me sinto mais seguro e raramente ando desarmado –
declarou.
Na
sequência, ele analisou que o novo decreto de Lula restringindo o uso
de armas é “rigoroso demais” e que o Partido dos Trabalhadores (PT)
“brecou” o referendo de armas ao trazer de novo a exigência de
comprovação de “efetiva necessidade”.
Ele
comentou ainda o caso de seu filho, o vereador Carlos Bolsonaro
(PL-RJ), que recentemente teve seu pedido de renovação de porte negado
pela Polícia Federal (PF).
–
Se a gente tivesse a percepção de que isso aconteceria, teríamos feito o
pedido ano passado. Ele não teria dificuldade. Está na cara que a
Polícia Federal foi orientada pelo ministro da Justiça, embora eu não
possa garantir. Esse que entra em comunidade onde eu não vou nem em
carro blindado, mas ele vai. Não sei qual o poder que ele tem de ser
imune a possíveis atos de violência. Talvez o Flávio Dino tenha um
poder, um “repelente”. Agora é uma perseguição à minha família, sob
todos os aspectos – acrescentou.

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