Rumble e Trump Media pedem condenação imediata de Moraes sexta-feira, junho 19,
2026 Nenhum comentário Após ministro ignorar prazo legal na Flórida, plataformas
acionam tribunal americano por omissão de defesa. As empresas de tecnologia
Rumble e Trump Media & Technology Group formalizaram um pedido junto a um
tribunal federal da Flórida, nos Estados Unidos, para que o ministro do Supremo
Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, seja julgado à revelia. A petição
foi protocolada após o esgotamento do prazo legal de 21 dias para que o
magistrado brasileiro apresentasse sua manifestação ou defesa nos autos do
processo que tramita na corte norte-americana. De acordo com a defesa das
plataformas, conduzida pelo advogado Martin de Luca, a notificação oficial foi
encaminhada com autorização prévia da Justiça Federal da Flórida por meio do
endereço eletrônico institucional do gabinete do ministro. Os registros apontam
que o prazo para a resposta formal terminou na última segunda-feira, dia 15 de
junho, sem que houvesse qualquer comparecimento, justificativa ou pedido de
prorrogação por parte de Moraes. O processo em solo americano contesta as ordens
de bloqueio de perfis, restrição de conteúdos e aplicação de sanções emitidas
pelo ministro do STF contra usuários e plataformas digitais. A petição sustenta
que tais determinações configuram atos de censura transfronteiriça, atingindo
cidadãos e empresas americanas em seu próprio território e violando diretamente
as garantias constitucionais de liberdade de expressão asseguradas pela Primeira
Emenda da Constituição dos Estados Unidos. Entre os casos citados na ação está a
ordem de suspensão da conta do jornalista Allan dos Santos. A Trump Media,
controladora da rede social Truth Social (amplamente utilizada pelo presidente
americano Donald Trump), atua em conjunto na ação devido à dependência da
infraestrutura tecnológica fornecida pela Rumble para a manutenção de suas
operações. As empresas defendem que oficiais estrangeiros não podem contornar o
devido processo legal dos EUA e utilizar ordens secretas com caráter coercitivo
para regular a expressão e buscar dados privados de usuários americanos fora de
suas jurisdições de origem. Diante do cenário, a Advocacia-Geral da União (AGU)
tentou intervir no caso perante o tribunal da Flórida, solicitando a extinção do
processo sob a alegação de que as decisões do STF tem de imunidade de jurisdição
e que sua submissão ao crivo estrangeiro representaria uma ofensa à soberania
nacional do Estado brasileiro. Contudo, os advogados das plataformas reforçaram
na petição que a manifestação do governo brasileiro não representa pessoalmente
o réu Alexandre de Moraes, reiterando que a inação do magistrado é injustificada
pelas regras processuais federais americanas. Com o pedido de decretação de
revelia, as plataformas buscam o prosseguimento regular da ação penal e cível
sem a participação da defesa do ministro, permitindo que o tribunal avance para
as etapas seguintes de julgamento e para a análise de eventuais sanções e
declarações de nulidade das ordens restritivas nos Estados Unidos. Fonte: Diário
do Poder
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