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Durante o início do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus por trama golpista no Supremo Tribunal Federal (STF), senadores bolsonaristas decidiram ouvir, no Congresso Nacional, o ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes, Eduardo Tagliaferro. Na sessão, os parlamentares concentraram críticas a Moraes, com pedidos de impeachment do magistrado e até mesmo sua prisão.
A audiência na Comissão de Segurança Pública da Câmara foi presidida pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em uma das falas, Tagliaferro afirmou que Moraes, enquanto ministro do STF, pediu que ele localizasse, no banco de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), informações sobre os manifestantes que invadiram as sedes dos Três Poderes. Ele também disse que Moraes ordenou que a Polícia Federal obtivesse imagens das câmeras que registraram os atos.
O ex-assessor mora na Itália e participou da sessão por videoconferência. Tagliaferro foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao STF pelos crimes de tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, violação de sigilo funcional, coação no curso do processo e obstrução de investigação envolvendo organização criminosa. Somadas, as penas podem chegar a 22 anos de prisão.
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