Pagamentos começam dia 16. Maior desafio, segundo fontes do governo, será o pagamento dos que não têm cadastro no governo, que são a maioria.
Bolsonaro sanciona auxílio emergencial de R$ 600 para informais
O presidente Jair Bolsonaro sanciona neste momento o projeto que prevê
auxílio emergencial de R$ 600 mensais durante três meses para
trabalhadores informais, autônomos e outros trabalhadores, como os que
têm contrato intermitente.
O projeto que prevê auxílio emergencial de R$ 600 mensais durante três
meses foi ampliado após votação no Senado nesta segunda-feira (30). Além
dos trabalhadores informais, terão direito foram incluídos aqueles que
têm contrato intermitente inativo, autônomos e micorempreendedores
individuais.
O maior desafio ao pagamento do auxílio, segundo fontes do governo,
será o que foi considerado um "colossal desafio logístico" , pois os
informais que foram objetivo prioritário do auxílio emergencial não
estão registrados no cadastro único.
Os pagamentos estão previstos para começar em 16 de abril, e irão
acontecer primeiro aos integrantes do Bolsa Família e aos registrados do
Cadastro Único.
Apelidada de "coronavoucher", a ajuda deverá beneficiar 30 milhões de
brasileiros, com pagamento mensal de R$ 600 durante três meses. O custo
previsto é de R$ 60 bilhões.
Além dos informais, terão direito o trabalhador com contrato
intermitente inativo, idosos e pessoas com deficiência que estão na fila
do INSS para receber o BPC (Benefício de Prestação Continuada) e mães
que são chefes de família (família monoparental) - para essa categoria,
estão previstas duas cotas, no total de R$ 1,2 mil.
Regras
Para receber o auxílio, o trabalhador não pode ter aposentadoria,
seguro-desemprego ou ser beneficiário de outra ajuda do governo. Também
não pode fazer parte de programa de transferência de renda federal, com
exceção do Bolsa Família.
Segundo o projeto, até dois membros da família terão direito ao
auxílio. Se um deles receber o Bolsa Família, terá que optar pelo
benefício que for mais vantajoso.
O pagamento será feito pela Caixa de forma escalonada, como foi o do
saque imediado do FGTS. Clientes do banco terão o dinheiro depositado
diretamente nas suas contas. Já correntistas de outras instituições
poderão optar por transferir os valores para suas contas sem a cobrança
da transferência.
Veja os requisitos para receber o benefício:
- Ser maior de 18 anos de idade;
- Não ter emprego formal;
- Não receber benefício previdenciário ou assistencial, seguro-desemprego ou de outro programa de transferência de renda federal, com exceção do Bolsa Família;
- Não ter emprego formal;
- Não receber benefício previdenciário ou assistencial, seguro-desemprego ou de outro programa de transferência de renda federal, com exceção do Bolsa Família;
- Renda familiar mensal per capita (por pessoa) de até meio salário mínimo (R$ 522,50) ou renda familiar mensal total (tudo o que a família recebe) de até três salários mínimos (R$ 3.135,00);
- Não ter recebido rendimentos tributáveis, no ano de 2018, acima de R$ 28.559,70.
O interessado deverá cumprir uma dessas condições:
- Exercer atividade na condição de microempreendedor individual (MEI);
- Ser contribuinte individual ou facultativo do Regime Geral de Previdência Social (RGPS);
- Ser trabalhador informal inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico);
- Ou ter cumprido o requisito de renda média até 20 de março de 2020;
- Também será possível preencher uma autodeclaração a ser disponibilizada pelo governo.
- Ser contribuinte individual ou facultativo do Regime Geral de Previdência Social (RGPS);
- Ser trabalhador informal inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico);
- Ou ter cumprido o requisito de renda média até 20 de março de 2020;
- Também será possível preencher uma autodeclaração a ser disponibilizada pelo governo.
O que foi ampliado
- Trabalhador intermitente que estiver com o contrato inativo (ou seja,
não está trabalhando nem recebendo salário no momento) também terá
direito ao auxílio, incluindo garçons, atendentes entre outros
trabalhadores que atuam sob demanda, mas estão com dificuldades de
encontrar trabalho neste momento.
- O projeto também inclui a proposta do governo de antecipação de um
salário mínimo (R$ 1.045) a quem aguarda perícia médica para o
recebimento de auxílio-doença, mediante apresentação de um atestado
médico.
- O projeto ainda traz a dispensa às empresas do pagamento dos
primeiros 15 dias de afastamento do trabalhador devido ao novo
coronavírus. De acordo com o texto, as companhias poderão deixar de
recolher o valor devido ao INSS, até o limite do teto do regime geral
(R$ 6.101,06)
Benefícios acumulados
- Será permitido a até duas pessoas de uma mesma família acumularem
benefícios. Se um deles receber o Bolsa Família, terá de fazer a opção
pelo auxílio mais vantajoso.
- As mulheres de famílias monoparentais receberão duas cotas, também
por três meses, com a mesma restrição envolvendo o Bolsa Família.
- Já a renda média será verificada por meio do CadÚnico para os
inscritos e, para os não inscritos, com autodeclaração em plataforma
digital.
- Na renda familiar serão considerados todos os rendimentos obtidos por
todos os membros que moram na mesma residência, exceto o dinheiro do
Bolsa Família.
Para idosos e deficientes
- Para pessoas com deficiência e idosos candidatos a receber o BPC
(Benefício de Prestação Continuada), de um salário mínimo mensal (R$
1.045,00), o INSS poderá antecipar o pagamento de R$ 600,00 (valor do
auxílio emergencial) até que seja avaliado o grau de impedimento no qual
se baseia o pedido ou seja concedido o benefício. Essa avaliação
costuma demorar porque depende de agendamento com médicos peritos e
assistentes sociais do INSS.
- Quando o BPC for concedido, ele será devido desde o dia do requerimento, e o que tiver sido adiantado será descontado.
- Da mesma forma, o órgão poderá adiantar o pagamento do
auxílio-doença, no valor de um salario mínimo mensal, durante três meses
contados da publicação da futura lei ou até a realização da perícia
pelo INSS, o que ocorrer primeiro.
- Para ter direito a esse adiantamento, o trabalhador precisará ter
cumprido a carência exigida para a concessão do benefício (12 meses de
contribuição) e apresentar atestado médico com requisitos e forma de
análise a serem definidos em ato conjunto da Secretaria Especial de
Previdência e Trabalho do Ministério da Economia e do INSS.
Como será o pagamento
Ainda será definido pelo governo um calendário de pagamento. O auxílio
emergencial será pago por bancos públicos federais por meio de uma conta
do tipo poupança social digital.
Essa conta será aberta automaticamente em nome dos beneficiários, com
dispensa da apresentação de documentos e isenção de tarifas de
manutenção. A pessoa usuária poderá fazer ao menos uma transferência
eletrônica de dinheiro por mês, sem custos, para conta bancária mantida
em qualquer instituição financeira autorizada a funcionar pelo Banco
Central.
A conta pode ser a mesma já usada para pagar recursos de programas
sociais governamentais, como PIS/Pasep e FGTS, mas não pode permitir a
emissão de cartão físico, cheques ou ordens de pagamento para sua
movimentação.
Se a pessoa deixar de cumprir as condições estipuladas, o auxílio
deixará de ser pago. Para fazer as verificações necessárias, os órgãos
federais trocarão as informações constantes em suas bases de dados.
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