Segundo ela, como pano de fundo há a ideia de que, se a mulher for mais diplomática no comando do país, é taxada de líder fraca e emocional. Mas se é dura, é tida como descontrolada e agressiva
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senadora
Regina Sousa (PT-PI) disse nesta segunda-feira (11) em Plenário que não
há como negar que as críticas ao governo revelam o preconceito que
existe contra as mulheres. Para ela, há uma tentativa de se estabelecer
uma relação entre o gênero feminino e a incapacidade de exercício de
poder por descontrole emocional.
Segundo ela,
como pano de fundo há a ideia de que, se a mulher for mais diplomática
no comando do país, é taxada de líder fraca e emocional. Mas se é dura, é
tida como descontrolada e agressiva.
E isso não
acontece só no Brasil, afirma Regina Sousa, ao opinar que Cristina
Kirchner, na Argentina, passou por isso, e que a senadora americana
Hillary Clinton agora estaria sofrendo com esse preconceito na disputa
presidencial nos Estados Unidos.
— É o que eu
falei: mulher tem TPM, sim. Tem menopausa, sim. Mas é inerente à nossa
situação e não é por isso que a gente tem que ser desrespeitada,
considerada incapaz. Acho que a gente precisa, junto com todo esse
debate do impeachment, do golpe, debater também esse assunto, porque
isso está subjacente. Passando qualquer coisa, de sim ou de não, essas
coisas vão valer, porque já estão introjetadas nos corações e mentes das
pessoas que leem essas revistas, que veem essas reportagens do mau
jornalismo.
Regina Sousa
disse também estar preocupada com o aumento da violência entre os grupos
pró e contra o impeachment da presidente da República, Dilma Rousseff.
Ela disse
ainda que há vazamentos seletivos contra o governo relacionados à
campanha eleitoral de 2014 e que denúncias envolvendo integrantes de
partidos da oposição não mereceram o mesmo destaque da mídia.
Fonte: JL/Agência Senado
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