“Outro deputado qualquer não teria resistido às pressões do Palácio do Planalto. Vamos salvá-lo”, explica o deputado Dirceu Sperafico (PP-PR) ao site Congresso em Foco
Apesar das graves acusações contra si, o presidente da Câmara dos Deputados mantém uma bancada de pelo menos 200 parlamentares fiéis a ele, boa parte deles pertencente à bancada BBB (boi, bala e bíblia). Além da cúpula do PMDB e o PSC, partido comandado pela bancada evangélica, o perdão à Cunha conta com simpatizantes no PR, PP, PRB (Ligado à Igreja Universal), SD, DEM e PSDB.
Os investigadores suíços identificaram depósitos de US$ 4,8 milhões e de 1,3 milhão de francos suíços (montante equivalente a R$ 23 milhões), em duas contas identificadas por eles como sendo de Cunha e de sua mulher, a jornalista Cláudia Cruz. O presidente da Câmara já é réu no Supremo pelas acusações de corrupção e lavagem de dinheiro.
A articulação para salvar Cunha já deu seus primeiros passos dentro do Câmara, com a renúncia do deputado Fausto Pinato (PP-SP) à vaga que ocupava no Conselho de Ética. Ele foi o primeiro relator do caso do presidente da Câmara e defendeu o prosseguimento das investigações. Durante a elaboração de seu relatório, Pinato chegou a prestar depoimento à Polícia Federal em que relatava estar sendo vítima de ameaças. No seu lugar foi nomeada a deputada Tia Eron (PRB-BA), evangélica como Cunha e sua admiradora declarada.
Fonte: JL/Congresso em Foco
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