Como esperado os deputados federais do Piauí votaram divididos no impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Votaram a favor do impedimento os deputados Átila Lira (PSB), Heráclito Fortes (PSB), Iracema Portella (PP), Rodrigo Martins (PSB) e Júlio César (PSD). Votaram contra o impeachment de Dilma, os deputados Marcelo Castro (PMDB), Rejane Dias (PT), Assis Carvalho (PT), Fábio Abreu (PTB) e Paes Landim (PTB), este último, que se mostrava indeciso na última sexta-feira devido a pressões do PTB nacional, decidiu, após reunião na tarde de sábado com a presidente Dilma Rousseff, da qual participou também o governador Wellington Dias, votar contra o impeachment.
Os votos julgavam o parecer do deputado Jovair Arantes (PTB-GO), que recomendou a abertura de processo contra Dilma. Segundo o relatório, a presidente teria cometido crime de responsabilidade ao editar decretos de crédito suplementares sem autorização do Congresso e ao recorrer às pedaladas fiscais.
No pouco tempo que cada deputado teve para manifestar seu "sim" ou "não" pela abertura do impeachment, os deputados piauienses justificaram rapidamente sua posição. O deputado Marcelo Castro do PMDB foi um dos que usou a palavra mais demoradamente. Ele defendeu a presidente Dilma. "A presidente Dilma não matou, não roubou, não tem contas no exterior, não descumpriu nenhuma lei de país. É uma pessoa digna e honesta e honrada. Não há crime de responsabilidade. Todo esse processo é artificial, forjado e falso. Por isso eu voto contra", declarou. Já Fábio Abreu (PTB) disse que votou "contra" por suas convicções. "De acordo com as minhas convicções e em defesa das leis desse país eu voto não", declarou.
O deputado Átila Lira, que votou a favor do impeachment, disse que seu voto pela saída de Dilma foi uma forma de "renovação e esperança". Júlio César, que também votou pelo impedimento, falou na preocupação com as contas públicas, desemprego e em defesa dos municípios. A deputada Iracema Portella, como já havia dito ao Diário do Povo, votou pelo sim apenas por orientação do PP. "Exclusivamente por orientação partidária, mas com sentimento de tristeza o meu voto é sim", declarou
Já o deputado Heráclito Fortes (PSB) disse que vota pelas ruas. "Esse pessoal sabe o que eu sofri nas mãos do PT de 2010 até agora. O voto que darei não é um voto de rancor, é o voto do futuro do Brasil. É o voto que o Brasil está exigindo. O voto em nome das ruas, portanto ele é sim", afirmou.
A votação ocorreu diretamente ao microfone, por chamada individual de cada parlamentar, com alternância de estados entre as regiões. A ordem foi a seguinte: RR, RS, SC, AP, PA, PR, MS, AM, RO, GO, DF, AC, TO, MT, SP, MA, SE, RJ, ES, PI, RN, MG, PB, PE, BA, SE, AL. Os parlamentares ausentes quando da primeira chamada foram novamente chamados após a convocação de todos os deputados de seu estado.
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segunda-feira, 18 de abril de 2016
Deputados do Piauí votam meio a meio no impeachment
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