Raimundo Martins
Aos seis anos do rompimento da Barragem
Algodões, as 16:00 horas, refaz o caderno que descreveu o dia de tristeza e
dor. Uma força-tarefa de repórteres, editores, fotógrafos e cinegrafistas
relembram os personagens, os números e o cenário exposto pela edição do dia 27
de maio de 2009.
A busca de informação revela relatos de como se desenvolveram os dramas
daquela tragédia, que deixou nove mortos e centenas de desabrigados, um fato
triste que provocou o rastro da destruição, tudo levado pelas enxurradas: animais,
plantas, casas, arvores. A pergunta que ainda persiste, é saber quantos erraram
no projeto de construção e o que
realmente aconteceu com a barragem. Relembro muito aquela tarde onde tudo aconteceu, momento esse que ainda está
gravado na memória dos que por lá viveram, não dá para fingir que esqueceu de tudo por
que o coração fala mais alto, uma voz que não clama por “JUSTIÇA”.Indenização
digna pela restituição de seu patrimônio material- habitação, trabalho, saúde,
educação e qualidade de vida – imaterial: Tranquilidade, paz de espírito e
viver em harmonia com a natureza.
Tudo isso ainda não foi providenciado para
reparar os danos causados as comunidades do entorno em função do rompimento da
barragem e que ainda hoje sofre as consequências de viver em condições
subumanas, casas apertadas, ruas sem infra-estrutura sem saneamento básico que fragilizam a sua
saúde. As comunidades acreditam que um dia tudo vai ser resolvido, que dias
melhores virão e que a esperança que ainda não morreu, em função de sua luta
diária na busca de seus direitos junto aos órgãos competente.
Porém
para muitos pode ser tarde demais, na realidade somos aventureiros que estamos
aqui de passagem plantando e colhendo de criança a velhice.
Muitas das vezes o homem com sua
persistência pensando que sabe tudo e deixa tudo para lá, achando que tudo está
perfeito, e não gasta o suficiente para economizar o que não é seu, deixa a
desejar e o tempo vai e tempo vem e muitas coisas vão se desmoronando sem
reparo e sem perceber que o perigo está para acontecer.
No
caso da Barragem Algodões tudo foi com as enxurradas, arrastaram casas,
plantas, animais arvorem, e juntos foram a alegria e os sonhos de uma geração,
ficando para traz um vazio que ninguém preenche, um olhar, uma solidão, uma
saudade dos antes-queridos que se foi para a eternidade, deixando para traz os
rastros que as águas apagaram. Um Vazio que ficou.









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