O dia 23
de outubro é especial no calendário do esporte. É a data em que o Rei do
Futebol completa aniversário. Nascido na cidade mineira de Três Corações em
1940, Vossa Majestade atende pelo nome de Edson Arantes do Nascimento, mas
imortalizou-se como Pelé. Nesta sexta-feira, ele faz 75 anos. Descoberto pelo
ex-jogador Waldemar de Brito em Bauru-SP, o craque encantou o Santos em poucos
treinos. Logo surgiram projeções sobre o destino daquele negro franzino e um
tanto acanhado, a maioria cravando-o como o futuro melhor jogador do Brasil.
Todo palpite acabou sendo modesto demais.
Campeão de 26 torneios oficiais com o Peixe, Pelé
extrapolou fronteiras. Acumulou dez títulos paulistas, quatro taças do Rio-São
Paulo e outras cinco do Campeonato Brasileiro (então chamada de Taça Brasil).
Isto para não falar do bicampeonato sul-americano e dos dois troféus
intercontinentais vencidos sobre Benfica e Milan, entre 1962 e 63.
Pelé fez 58 gols em um Paulistão, uma marca insana
que nunca foi e parece cada vez mais improvável de ser superada. O Rei alcançou
a milésima rede balançada com apenas treze anos de carreira, em 1969. Naquela
década não foram raros os anos em que passou dos cem gols, rendendo um
amontoado de taças ao Peixe.
No entanto as glórias do camisa 10 foram ainda mais
brilhantes com a camisa canarinho. O Tricampeonato mundial, de 1958, 62 e 70,
nunca foi igualado. O protagonismo em todas estas Copas do Mundo não só eleva
Pelé ao patamar mais alto entre os craques, mas também faz com que mereça um
altar.
Por mais espantosos que sejam, porém, os números
não são suficientes para contar sua importância. Tamanha a idolatria que tinha
em qualquer canto do mundo, Pelé chegou a parar uma guerra civil, na Nigéria,
em 1969. Nos Estados Unidos virou o ícone de um esporte antes ignorado pelo
país. Pelé foi ídolo de todas as nações, aplaudido em qualquer gramado que
pisasse. Um jogador incomparável, o Atleta do Século. Dá-lhe Pelé, o nosso Rei!
fonte: Gazeta


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