A
Delegacia de Homicídios cumpriu mandado de prisão contra o professor
universitário e jornalista Luís Augusto Antunes, 31 anos, suspeito de ser o
autor do assassinato da travesti Maciel Batista Ismael Sousa, conhecida como
Makelly Castro, 24 anos. Ela foi morta por asfixia e encontrada no Distrito
Industrial, na zona Sul de Teresina, no dia 18 de julho de 2014.
De
acordo com o coordenador da Delegacia de Homicídios, delegado Francisco Costa,
o Baretta, o caso foi investigado pelo delegado Higgo Martins que chegou ao
suspeito através de depoimentos de testemunhas que anotaram a placa do carro,
um Pálio, cor vermelha.
O
delegado ouviu várias travestis e disse que ela tinha saído nesse carro e uma
delas anotou a placa. O mesmo foi visto dias depois em outro ponto de travestis
na Rua 24 de janeiro, tentando fazer outro programa, mas não deixaram e
anotaram a placa de novo. Chegamos ao carro, que apresentava umas arranhaduras,
fizemos todas as técnicas de investigação e representamos pela prisão que foi
concedida pelo Central de Inquéritos, pelo juiz Luís Moura, explicou o
delegado.
Segundo
Baretta, o suspeito já havia sido interrogado e negado o crime, mas hoje foi
cumprido o mandado de prisão na Avenida Centenário, no bairro Aeroporto, zona
Norte de Teresina. “Nós já estávamos monitorando ele. A prisão era para ter
acontecido ontem, mas não deu certo e hoje conseguimos prendê-lo”,
contou.
O
delegado informou que além desse crime, o professor universitário é suspeito de
uma tentativa de homicídio de outra travesti no mês de maio, do mesmo ponto de
Makelly.
“Outra
travesti que fazia ponto lá tinha sofrido e só se livrou da marra, porque ele
ia matar também. Não sei o que há, porque ele faz uso desse tipo de pessoa e
depois quer dar (um fim) assim, pode ser uma aberração, uma anomalia no instinto
dele”, supõe o delegado acreditando em homofobia.
O
professor presta depoimento na Delegacia de Homicídios e depois será
encaminhado a uma unidade prisional. “Nós recebemos muitas críticas por conta
desse caso, mas nós não trabalhamos com disse me disse, precisamos de provas e
embasamento nas nossas investigações, só damos a resposta baseados em indícios
fortes”, ressaltou o delegado Francisco Baretta.
Entenda o caso
Makelly
foi vista pela última vez no dia 17 de julho de 2014 por volta das 20 horas, na
calçada da boate Mercearia com outros travestis. Um indivíduo em um Palio, cor
vermelha, parou e acertou o programa com a vítima e saíram. Na manhã do dia
seguinte, o corpo de Makelly foi encontrado nas proximidades do Distrito
Industrial na zona Sul de Teresina, onde o laudo cadavérico atestou que ela
tinha sido morta por meio de asfixia.
fonte: tvcidadeverde


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