terça-feira, 23 de junho de 2015

Vendas no Mercado Central da capital caíram 70% com atraso em reforma

Vendedores do local reclamam dos prejuízos causados pelo atraso da obra.
Ponto turístico e comercial da capital já não recebe visitantes como antes.


Do G1 PI 

Os comerciantes do Mercado Central de Teresina reclamam que a queda nas vendas já chega a 70%. O prejuízo, segundo eles, tem sido causado pelo atraso da obra de reforma do local que deveria ser feita em seis meses e já dura mais de dois anos. A Superintendência de Desenvolvimento Urbano (SDU) Centro/Norte informou que não foram liberados recursos suficientes para a obra e que não há previsão para ser finalizada.

Para a artesã e comerciante do local Janaína Moura, nem o período junino esquentou as vendas no local, como acontece todos os anos. "Depois que a gente mudou de local por conta da reforma sentimos uma queda de 70%. A dificuldade foi tão grande que nós atesãos tivemos que vender alguns bens para poder passar pela dificuldade", disse.

A também artesã Haysla Leitão, diz que falta acessibilidade para que as pessoas cheguem até o local para comprar alguma coisa.




Outros funcionários ainda reclamam que a falta de segurança no local impede que o negócio funcione. Alguns denunciam a permanência de usuários de drogas na parte interna do Mercado Central.

Para os comerciantes, o local, que é um dos maiores e mais tradicionais pontos turísticos e comerciais da capital, está sem a devida atenção do poder público.

Segundo o superintendente executivo da SDU Centro/Norte, Ângelo Cavalcante, o atraso na reforma, que é uma parceria entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Teresina, se deve a uma demora na liberação dos recursos que giram em torno de R$ 30 milhões.

"Em 2013, nós solicitamos ao Governo Federal que esses recursos fossem liberados, mas apenas pouco mais de R$ 1 milhão foram repassados. Por isso, verificamos qual seria o mais emergencial a ser feito e decidimos fazer a parte mais antiga, que é o setor dos artesãos, com a cobertura e parte de fiação elétrica. Foi feito a licitação, a empresa foi contratada e tivemos que recambiar os artesãos para outro lugar", contou.

Sobre os recursos que são necessários para a realização de toda a obra o superintendente contou que há uma dificuldade junto ao Ministério da Cultura, responsável pela liberação do dinheiro para o convênio. Ele contou ainda que não há previsão de liberação e que é preciso aguardar o repasse dos recursos.

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