segunda-feira, 4 de maio de 2015

Greve de servidores compromete atendimento no HUT de Teresina

Por conta da paralisação, muitas pessoas não conseguiram fazer exames. Movimento grevista dos servidores municipais teve início na quinta (30)
A greve dos servidores municipais deTeresina iniciada na quinta-feira (30) ganhou nesta segunda-feira (4) a adesão dos trabalhadores do setor administrativo, de enfermagem e laboratório do Hospital de Urgência de Teresina. Por conta da paralisação, muitas pessoas não conseguiram fazer exames e reclamam do movimento grevista.

Júnior Romeiro contou que chegou ao hospital por volta de 2h30 da madrugada e foi informando que o número de senhas distribuídas seria reduzido por causa da greve. Ele precisa do prontuário para dar entrada no seguro DPVAT.

“Assim que cheguei, eles disseram que o atendimento estava reduzido. Como cheguei cedo, imaginei que não seria prejudicado, mas no momento em que fui tomar café, eles entregaram as senhas e não recebi. Diariamente, eles entregam 50 senhas e hoje foram distribuídas somente 20”, afirmou.

Henrique Reis era outra pessoa que estava revoltado com o movimento. Ele também precisou do prontuário para solicitar o seguro DPVAT e não conseguiu. “É a primeira vez que venho aqui , mas tenho medo de que a greve demore muito e eu acabe sendo prejudicado”, declarou.

ReivindicaçõesCom a paralisação, só 30% dos servidores estão trabalhando. A reinvindicação é por melhores condições de trabalho e pagamanto de insalubridade.

Segundo Nemesio Martins de Castro, que trabalha no setor administrativo do HUT, pelo menos 200 funcionários já aderiram ao movimento.

“Não é admissível trabalharmos 40 semanais sendo que deveríamos fazer nosso serviço numa carga horária de 30 horas. Além disso, recebemos menos de um salário mínimo”, afirmou.

Já de acordo com a técnica de enfermagem Patrícia Santos, no setor de enfermagem o principal problema é a falta de estrutura e de medicamentos. "Estamos há 15 meses sem receber o adicional de insalubridade e a prefeitura não quer pagar o retroativo que seria R$ 212 por cada mês. Todos os setores do hospital estão lotados e com poucos profissionais para prestar atendimento", destacou.

O diretor do HUT, Gilberto Albuquerque, explicou que as solicitações dos servidores estão sendo atendidas. Segundo ele, não há motivos para que alguns trabalhadores tenham aderido à greve. Sobre a falta de medicamentos, o diretor afirmou que há remédios para os pacientes no HUT.



Fonte: JL/G1PI

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