O ex-deputado Pedro Corrêa, preso por envolvimento no escândalo do mensalão, pediu, durante a CPI da Petrobras, que os deputados realizem uma reforma política para diminuiu os custos de campanha e evitar que os políticos “façam favores” a empresários
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Corrêa disse ainda que não pretende fazer acordo de delação premiada. Ele acrescentou ainda que espera que as delações feitas pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e pelo doleiro Alberto Youssef – que o acusam de receber cerca de R$ 5 milhões do esquema de desvio de dinheiro da Petrobras – sejam revistas. “Tem muitas contradições”, disse.
“O senhor não tem condição de vir aqui nos dar lição de moral”, disse o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS).
Todos iguais
Ao responder pergunta da deputada Eliziane Gama (PPS-MA) a respeito do envolvimento de mais de 30 políticos do PP na Operação Lava Jato, Corrêa disse que o partido que ele presidiu não é diferente dos demais. “Todos são iguais”, disse.
“Meu partido (PP) não é diferente dos outros partidos. Eu conheço todos eles. Nenhum partido é diferente porque as eleições são todas iguais. Se a pessoa não tem o governo por trás, a igreja por trás, uma estrutura por trás, não se elege. E lá no nordeste a senhora sabe como se faz uma eleição lá, já que é de um estado que foi dominado por uma oligarquia durante muitos anos”, disse Corrêa.
A declaração provocou reação dos deputados. “O meu partido não é igual. O meu partido expulsa quem rouba”, disse o deputado Onyx Lorenzoni.
“Eu fui do partido de Vossa Excelência”, respondeu Corrêa. “É igual sim”.
“Mas hoje não é. Nós botamos pra rua quem rouba”, disse Lorenzoni.
“Talvez seja hoje”, rebateu Corrêa.
A deputada Eliziane Gama também contestou o ex-deputado. “Não tente colocar todos os partidos na vala comum”, disse.
Fonte: JL/Congresso em Foco
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