Reunião foi marcada por discussão e duas moradoras passaram mal.
Catarina Costa Do G1 PI

Moradores pediram mudanças no projeto e fim da desapropriação (Foto: Catarina Costa / G1)
A desapropriação de 1.800 famílias que vivem na Avenida Boa Esperança, no bairro São Joaquim, Zona Norte de Teresina, será adiada até que haja um consenso entre a Prefeitura de Teresina e os moradores da região. A informação foi confirmada nesta terça-feira (17) pelo secretário municipal de planejamento, Washington Bonfim, durante audiência pública no Ministério Público Estadual.
"Neste momento não haverá nenhuma remoção de famílias, vamos esclarecer todas as dúvidas e procurar uma solução. A prefeitura não está pressionando ninguém, mas buscando melhorias e terá paciência em dialogar com os moradores", declarou.

Secretário de planejamento afirmou que local é área
de risco (Foto: Catarina Costa / G1) Segundo o secretário, o local é considerado área de risco reconhecida pelo governo federal e duas intervenções do Programa Lagoas do Norte devem ser feitas na região. "Já iniciamos as ligações para as obras de abastecimento de água e esgoto, que visam desenvolver ainda mais a Zona Norte. Sabemos da importância histórica do bairro e nossa intenção é minimizar os riscos", informou.

Moradora chegou a passar mal durante audiência no
Ministério Público (Foto: Catarina Costa / G1) Apesar das promessas, a declaração de Washington Bonfim não agradou as centenas de famílias que compareceram a audiência e por muitas vezes precisou ser interrompida pelo promotor de Justiça Fernando Santos. Durante uma das discussões com o secretário, duas moradoras passaram mal e uma delas foi carregada pelos vizinhos para fora do auditório.
A agente de saúde Luzia Lago, uma das líderes do Grupo de Resistência, questiona que a comunidade não foi consultada sobre o projeto e nem dada opções para os moradores que vivem no bairro São Joaquim. "Estamos aqui tentando nos defender. É difícil entender como no primeiro momento o projeto apresentado pela prefeitura, nenhum morador precisava sair e agora estamos sendo expulsos de nossas casas", declarou.
Para a moradora Maria Lúcia de Oliveira, que vive no bairro há 44 anos, a audiência promovida pelo MP é um avanço e avalia a fala do secretário como negativa. "Estamos procurando ajuda psicológica, pois estamos abalados com tantas ameaças da prefeitura e nenhuma solução definitiva. Queremos que nos deixem nas nossas casas, porque este projeto não é pensado para nós", disse
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