

Nos despachos, o juiz pede que seja cumprida a lei. O magistrado visitou alguns distritos e constatou a falta de pessoal e equipamentos.
“Parece que tem o Estado legal e o ilegal. A lei está aí para obedecer os prazos. Não existe esse argumento que faltou isso ou aquilo, o Estado tem que se regularizar”, disse o magistrado.
Luiz de Moura ressalta que se o delegado não concluiu o inquérito, ele precisa informar o que está acontecendo.
“Requisitei o cumprimento dos prazos para a conclusão do inquérito ou informarem o por que da não conclusão. Qualquer servidor público pode responder por crime de prevaricação. Se não concluir o inquérito e não trouxer uma justificativa, ele está sujeito ao crime de prevaricação”, ressaltou o juiz.
Prevaricação, segundo o artigo 319 do Código Penal Brasileiro é: "retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal”.
Prazos
A lei determina que a polícia tem 30 dias para concluir um inquérito, podendo ser prorrogado esse prazo por mais 30 dias com réu solto. Já em réu preso, a polícia tem 10 dias para encerrar a investigação. O magistrado lembra que é aceitável que determinados inquérito demorem, já que esperam laudos ou exames feitos em outros Estados, mas o delegado precisa informar a Central de Inquérito do que está acontecendo.
Desde a sua criação, em 25 de novembro de 2013, a Central de Inquérito já recebeu mais de 6.600 inquéritos. Em andamento existem 2.883 e os demais foram enviados para outras varas.
O magistrado disse ainda que comunicou a advertência aos delegados, Corregedorias e Ministério Público.
O diretor da secretaria da Central de Inquérito, Carlos de Moura Rego, informou que mais de 170 processos estão com prazos excedidos em mais de 100 dias somente no Ministério Público e Corregedoria da Polícia. “Aqui na Central de Inquérito os despachos são efetuados no prazo máximo de 48h”, garantiu.
Veja números da Central de Inquéritos
• 6.600 processos ajuizados na Central desde a sua criação (2013);
• Atualmente 1 mil processos tramitam na Central;
• 700 processos estão fora do prazo;
• 50% dos inquéritos são por portaria;
• 8% são processos sigilosos;
• 7% de processos de militares;
• 5% outros (habeas corpus e busca e apreensão).
Fonte: JL/Cidade Verde
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