Sistema ainda é alvo da insatisfação dos passageiros na capital piauiense. Strans diz que processo de implantação ainda está em andamento

| N |
Para o estudante Ramon Avelino, que precisa pegar dois ônibus de uma zona a outra da cidade, o tempo de espera pelo segundo veículo é o grande problema. “Demora muito e por causa da demora eu acabo chegando mais tarde em casa e aumenta o perigo”, contou o rapaz. Segundo ele, às vezes é preciso esperar mais de 40 minutos pelo segundo ônibus.
O sistema de integração de Teresina funciona apenas através da bilhetagem eletrônica, mas a promessa da prefeitura é de que no futuro ele passe a contar com terminais de embarque e desembarque espalhados por oito bairros da cidade. As futuras mudanças no sistema foram definidas na licitação ocorrida em agosto do ano passado e faz parte do plano diretor de transportes da capital.
Para a pesquisadora Nícia Formiga, doutora em mobilidade urbana, o atual modelo de integração apresenta vários problemas e não melhora a qualidade do serviço. “A falta de qualidade do transporte público tem feito com que muitas pessoas se afastem e deixem de utilizá-lo”, comentou. Segundo ela, as falhas no transporte público e as facilidades de compra de veículos particulares, tem feito as pessoas abandonarem o serviço.
A Superintendência de Trânsito e Transporte de Teresina (Strans) informou que os problemas serão resolvidos gradualmente, já que a implantação do processo de integração ainda está em andamento. Com o atual sistema, os usuários de regiões próximas a cidade têm uma hora para fazer a segunda viagem após entrar no primeiro ônibus pagando apenas uma passagem. Já em regiões mais distantes, os passageiros têm duas horas.
Fonte: JL/G1PI
Nenhum comentário:
Postar um comentário