GOVERNADOR Zé Filho fala a jornalistas no Palácio de Karnak: primeira entrevista depois das eleições
O
governador Zé Filho (PMDB) afirmou ontem em coletiva de imprensa no
Palácio de Karnak que o Estado está funcionando normalmente e disse que
vai conceder o aumento salarial de várias categorias que deveriam ter
recebido o reajuste em novembro. Ele garantiu ainda que o funcionalismo
público vai receber em dia o 13º salário e a folha de dezembro. O
pagamento do 13º começa no dia 16 e termina no dia 19. Já a folha de
dezembro começa a ser paga no dia 26 e termina em 5 de janeiro.
Zé
Filho disse que o Estado tem dinheiro em caixa para conceder o reajuste
dos servidores, que está garantido em leis e acordos aprovados ainda no
Governo Wilson Martins (PSB). Adiantou, porém, que vai entrar em
entendimento com o Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI) para não ser
penalizado depois por conta do descumprimento da Lei de Responsabilidade
Fiscal com relação a gastos com pessoal. O TCE determinou ao Estado, em
novembro, que não desse reajuste para os servidores. "Não posso tomar
uma atitude sozinho e depois ser responsabilizado ao ponto de ficar
inelegível. Eu também tenho que pensar nisso", justificou
Foi a
primeira entrevista concedida por Zé Filho depois da derrota nas
eleições de 5 de outubro. Ele estava acompanhado de todos os secretários
do primeiro escalão e de deputados do PMDB. O governador rebateu
críticas do PT e da equipe de transição do governo eleito, de que o
Estado está um caos financeiramente e sem gestão. "O Estado não está
este caos que estão dizendo. Estamos em dificuldades, como também estão o
próprio governo federal, que extrapolou a Lei de Responsabilidade
Fiscal em R$ 90 bilhões. Tanto que a presidente Dilma está tentando
mudar a lei (da meta fiscal), mas eu não posso mudar a lei", disse Zé
Filho.
Ele citou ainda os casos dos governadores do Distrito
Federal e do Rio Grande do Sul, ambos do PT e ambos derrotados nas
eleições de outubro, que também enfrentam dificuldades financeiras por
conta de gastos acima dos limites permitidos pela LRF, que estabelece os
gastos com pessoal em no máximo 49% das receitas do Estado. "Os
governadores do Distrito Federal e do Rio Grande do Sul, que são do PT,
estão em situação pior do que a do Piauí", afirmou.
Segundo o
governador, a crise financeira do Piauí é resultado da política
econômica do governo federal, que reduziu as transferências do FPE
(Fundo de Participação dos Estados) e os repasses orçamentários, fruto
da estagnação econômica. "O governo projetava um crescimento de 3,5%
para o país este ano, mas não vai crescer 1%", lembrou. Acusou ainda o
governo federal de reter recursos que deveriam vir para o Estado. "Nós
tínhamos mais de R$ 630 milhões no Orçamento Geral da União deste ano.
Destes, conseguimos empenhar só R$ 204 milhões, e destes foram
efetivamente pagos apenas R$ 40 milhões", contou. No FPE, segundo falou,
o Estado deixou de receber R$ 100 milhões. (Colaborou: Pedro Rodrigues)
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quarta-feira, 3 de dezembro de 2014
Zé Filho garante salários e reajustes para servidor
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