quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Zé Filho garante salários e reajustes para servidor


GOVERNADOR Zé Filho fala a jornalistas no Palácio de Karnak: primeira entrevista depois das eleições
O governador Zé Filho (PMDB) afirmou ontem em coletiva de imprensa no Palácio de Karnak que o Estado está funcionando normalmente e disse que vai conceder o aumento salarial de várias categorias que deveriam ter recebido o reajuste em novembro. Ele garantiu ainda que o funcionalismo público vai receber em dia o 13º salário e a folha de dezembro. O pagamento do 13º começa no dia 16 e termina no dia 19. Já a folha de dezembro começa a ser paga no dia 26 e termina em 5 de janeiro.
Zé Filho disse que o Estado tem dinheiro em caixa para conceder o reajuste dos servidores, que está garantido em leis e acordos aprovados ainda no Governo Wilson Martins (PSB). Adiantou, porém, que vai entrar em entendimento com o Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI) para não ser penalizado depois por conta do descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal com relação a gastos com pessoal. O TCE determinou ao Estado, em novembro, que não desse reajuste para os servidores. "Não posso tomar uma atitude sozinho e depois ser responsabilizado ao ponto de ficar inelegível. Eu também tenho que pensar nisso", justificou
Foi a primeira entrevista concedida por Zé Filho depois da derrota nas eleições de 5 de outubro. Ele estava acompanhado de todos os secretários do primeiro escalão e de deputados do PMDB. O governador rebateu críticas do PT e da equipe de transição do governo eleito, de que o Estado está um caos financeiramente e sem gestão. "O Estado não está este caos que estão dizendo. Estamos em dificuldades, como também estão o próprio governo federal, que extrapolou a Lei de Responsabilidade Fiscal em R$ 90 bilhões. Tanto que a presidente Dilma está tentando mudar a lei (da meta fiscal), mas eu não posso mudar a lei", disse Zé Filho.
Ele citou ainda os casos dos governadores do Distrito Federal e do Rio Grande do Sul, ambos do PT e ambos derrotados nas eleições de outubro, que também enfrentam dificuldades financeiras por conta de gastos acima dos limites permitidos pela LRF, que estabelece os gastos com pessoal em no máximo 49% das receitas do Estado. "Os governadores do Distrito Federal e do Rio Grande do Sul, que são do PT, estão em situação pior do que a do Piauí", afirmou. 
Segundo o governador, a crise financeira do Piauí é resultado da política econômica do governo federal, que reduziu as transferências do FPE (Fundo de Participação dos Estados) e os repasses orçamentários, fruto da estagnação econômica. "O governo projetava um crescimento de 3,5% para o país este ano, mas não vai crescer 1%", lembrou. Acusou ainda o governo federal de reter recursos que deveriam vir para o Estado. "Nós tínhamos mais de R$ 630 milhões no Orçamento Geral da União deste ano. Destes, conseguimos empenhar só R$ 204 milhões, e destes foram efetivamente pagos apenas R$ 40 milhões", contou. No FPE, segundo falou, o Estado deixou de receber R$ 100 milhões. (Colaborou: Pedro Rodrigues)

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