Escola da Zona Norte da capital possui turmas ociosas pela falta de alunos. Estudantes que resistem assistem à aulas trancados por medo de crimes

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Segundo a administração da Escola Municipal Clidenor de Freitas Barros, a Secretaria Municipal de Educação (Semec) já foi informada sobre o caso, bem como boletins de ocorrência foram registrados na delegacia. A diretora frisou ainda que uma reunião com o Ministério Público será marcada para tratar sobre os assaltos e invasões. A escola dispõe de 14 salas de aula e 750 alunos nos turnos manhã e tarde, do 4º ao 9º ano do ensino fundamental.
A reportagem do G1 esteve no colégio e conversou com alguns alunos e também pais. Por medo de represálias, ninguém quis ter a identidade revelada. Uma adolescente de 14 anos, que estuda no 5º ano do ensino fundamental, disse que seus pais já pensam em fazer a transferência para outra escola. “Minha mãe tem medo que aconteça alguma coisa comigo. Os ladrões entram aqui na escola, pulam o muro e frequentam também para usar drogas. A gente tem que assistir às aulas trancado dentro da sala para eles não entrarem”, disse.
A dona de casa Luciane Ferreira, mãe de uma das alunas, disse temer pela segurança da filha, e pede a intervenção do poder público. “Na verdade a gente precisa de um reforço na segurança em todo o bairro. E aqui na escola precisa ter um policial junto com o vigia”, conta.
A diretora Maria de Lourdes Magalhães, que há seis anos está à frente da direção da escola Clidenor de Freitas, disse que todas as escolas da região ou passaram por invasões e assaltos ou sofreram tentativas. Ela admitiu ainda que na maioria das vezes eles só entram para fazer vandalismo, destruir o patrimônio e, em outros casos, para o uso de entorpecentes.
“Eles já levaram materiais de limpeza, a nossa máquina fotográfica, invadiram a cantina, levaram equipamentos eletrônicos e de informática. Até dos alunos eles levaram celulares e até mesmo os chinelos deles. Muitos voltam para casa descalços. É preciso que a Semec faça um planejamento de emergência junto aos órgãos de segurança. Algumas escolas em Teresina já funcionam com um policial e um vigia. A situação aqui está séria e nós estamos à mercê da violência”, completou.
A creche do bairro Monte Verde também sofre com a ação de vândalos. A diretora da Escola Municipal Infantil do Monte Verde, Erivalda do Nascimento, relatou que já foi ameaçada de morte quando um dos assaltantes entraram na creche armado. Erivalda atua há seis anos na instituição, e relata que já lhe foram subtraídos desde joias e dinheiro. Segundo ela, em 2014, a creche já foi invadida quatro vezes.
“Na primeira vez que invadiram aqui na escola, os rapazes estavam armados, abordaram o vigia e entraram pela porta, apontaram a arma para o meu peito e disse que ia me matar. Em outras vezes eles não levaram nada, mas destruíram tudo só por vandalismo. Nós vivemos aqui em uma situação muito complicada. Professores já solicitaram transferência de escola por causa da violência”, destaca.
Segundo o comandante do 13º Batalhão da Polícia, Major Marco Antônio, que faz a segurança da grande Santa Maria, inclusive o bairro Monte Verde, o policiamento ostensivo na área será intensificado.
"Nós temos hoje três viaturas da Polícia e duas do Ronda Cidadão atuando na área. O policiamento ostensivo nós estamos fazendo e vamos intensificar com blitz na tentativa de diminuir a onda de assaltos e arrombamentos que tem ocorrido nas escolas da região. Infelizmente as invasões às escolas acontecem na maioria das vezes em horários que o colégio está fechado ou quando a polícia não está em ronda na área. Em algumas escolas a segurança é falha, mas estamos tentando reforçar", disse.
Procurada pela reportagem do G1 a Secretaria Municipal de Educação (Semec) afirmou que as escolas municipais são vítimas da onda de violência que se alastra pela cidade, mas que já tomou medidas para minimizar o problema, dobrando o número de vigilantes, instalando cercas elétricas, sensores e dialogando com as rondas de policiamento para reforçar a segurança. Ainda conforme a nota enviada pela Semec, o órgão assim que é notificadado do caso, providencia a reposição imediata do material e equipamento necessário para a condução das aulas.
Segundo o comandante do 13º Batalhão da Polícia, Major Marco Antônio, que faz a segurança da grande Santa Maria, inclusive o bairro Monte Verde, o policiamento ostensivo na área será intensificado.
"Nós temos hoje três viaturas da Polícia e duas do Ronda Cidadão atuando na área. O policiamento ostensivo nós estamos fazendo e vamos intensificar com blitz na tentativa de diminuir a onda de assaltos e arrombamentos que tem ocorrido nas escolas da região. Infelizmente as invasões às escolas acontecem na maioria das vezes em horários que o colégio está fechado ou quando a polícia não está em ronda na área. Em algumas escolas a segurança é falha, mas estamos tentando reforçar", disse.
Procurada pela reportagem do G1 a Secretaria Municipal de Educação (Semec) afirmou que as escolas municipais são vítimas da onda de violência que se alastra pela cidade, mas que já tomou medidas para minimizar o problema, dobrando o número de vigilantes, instalando cercas elétricas, sensores e dialogando com as rondas de policiamento para reforçar a segurança. Ainda conforme a nota enviada pela Semec, o órgão assim que é notificadado do caso, providencia a reposição imediata do material e equipamento necessário para a condução das aulas.
Fonte: JL/G1PI
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