segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Testes rápidos para detectar vírus do HIV são realizados em praça pública, em Teresina

Praça João Luís Ferreira recebeu ações de conscientização e prevenção. Ato público é realizado em alusão ao Dia Internacional de Combate à Aids
ONG ofereceu teste rápido do HIV no Centro de Teresina (foto: Catarina Costa/G1)
Testes rápidos para detectar o vírus HIV foram realizados na manhã desta segunda-feira (1º) na Praça João Luiz Ferreira, Centro de Teresina, durante ações em alusão ao Dia Mundial de Combate à Aids. A mobilização foi organizada pela Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e Aids (RNP+), Grupo Matizes e Associação de Travestis do Piauí (Atrapi) que distribuiram ainda preservativos e panfletos com informações gerais sobre a doença e suas formas de prevenção.

De acordo com a coordenadora do RNP+, Belina Bolivar, ainda falta informação para a população e ao contrário do que as pessoas dizem, a Aids continua matando. “Ainda é muito complicado falar que você tem a doença e por isso muitas pessoas não procuram tratamento, além disso, o fato de você ser um soropositivo afasta as pessoas. É como se você fosse um criminoso”, falou a coordenadora.
Segundo dados do Ministério da Saúde, do ano passado para cá já foram registrados 2.926 no Piauí. Os homens puxam a lista com 1.962 casos, na sequência vem mulheres (964) e por último homossexuais com 66 casos registrados. Atualmente, boa parte dos soropositivos é formada por adolescentes e jovens com idade entre 13 e 25 anos. Os dados têm preocupado as autoridades de saúde.

“Os adolescentes estão iniciando a vida sexual e deveriam estar informados do risco de infecção, tanto da Aids como de outras doenças sexualmente transmissíveis. Esse grupo passou a banalizar o uso do preservativo, pois acha que como tem o coquetel pode prolongar a vida e não se previnem, mas precisamos alertar que a medicação transforma o corpo da pessoa, tem rejeição, então é melhor se cuidar do que correr o risco de contrair a doença”, explicou Belina.

Carmen Lúcia, coordenadora geral do Matizes, afirmou que hoje não existe grupo de risco, pois qualquer pessoa sexualmente ativa corre o risco de contrair a doença. "O país está retrocedendo a partir do momento que o maior número de casos é entre jovens e o que precisamos é ter política de combate à Aids eficiente, sem preconceito e tratar a sexualidade nas escolas. Precisamos de campanha voltadas para a educação”, disse.

O resultado do teste rápido do HIV por fluido oral sai em 20 minutos. A amostra é coletada da boca e identifica a presença de anticorpo anti-HIV. Caso o teste tenha o resultado positivo a pessoa é encaminhada para o serviço de saúde de referência para fazer um novo teste e caso confirmado inicia o tratamento.

O corretor Raimundo Nonato, de 47 anos, mesmo com Aids há 30 anos relatou que sempre aproveitas essas oportunidades para fazer o teste rápido. Para ele é uma forma de incentivar outras pessoas a realizar o exame.

“Eu frequento grupos de apoio à pessoas que têm Aids e sempre repasso um pouco da minha história e de como enfrento a doença. Tenho uma vida normal, tomo a medicação, faço atividade física, saio para festas e não me importo com o preconceito das pessoas. Quando descobri que era soropositivo em 1985 foi muito difícil, o mundo desabou e a medicação era muito cara. Hoje, com a medicação gratuita não há motivos para não seguir lutando. Eu me aceito como sou, minha família e amigos também e o principal segredo para seguir é ter autoestima”, disse.


Fonte: JL/G1PI

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