O Estado possui mais de R$ 1 bilhão retido em instituições financeiras por ter desrespeitado o limite prudencial com gastos determinado pela Lei de Responsabilidade Fiscal
O governador
eleito Wellington Dias (PT) informou que a equipe de transição do
governo vem reunindo dados que mostram os danos causados à população do
Estado devido à crise nas áreas da saúde, educação e segurança pública.
De posse deste documento, ao assumir a administração estadual no dia 1º
de janeiro, ele irá assinar decreto de emergência nestas três áreas e no
setor de abastecimento de água.
Wellington
Dias afirmou ser inadmissível o Estado ter chegado a uma crise com as
proporções atuais e quer explicações da atual gestão sobre o que foi
feito com os recursos de mais de R$ 1 bilhão que foram recebidos pelo
Governo do Piauí desde que terminou o período eleitoral. O futuro
governador lembra que o Estado continua recebendo dinheiro do Fundo de
Participação dos Estados (FPE), Imposto sobre a Circulação de
Mercadorias e Serviços – ICMS - e outras fontes de recursos.
Segundo ele,
será preciso readequar o tamanho da estrutura estadual a realidade das
receitas arrecadadas. “Eu faço um apelo ao atual governador e à equipe
de governo para que o Estado continue cumprindo com seus compromissos.
Desde a eleição o Piauí já recebeu R$ 1 bilhão. O que foi feito com esse
dinheiro? Queremos explicações. O dinheiro continua entrando e mesmo
com crise seria possível manter os pagamentos em dia se tivesse ocorrido
um planejamento”, criticou.
O Estado
possui mais de R$ 1 bilhão retido em instituições financeiras por ter
desrespeitado o limite prudencial com gastos determinado pela Lei de
Responsabilidade Fiscal. “O Piauí está inadimplente. Tem mais de R$ 1
bilhão para receber e não pode. Isso é muito dinheiro em qualquer lugar
do mundo. Eu vou precisar da ajuda e compreensão da população porque
terei que tomar medidas duras para poder readequar o Estado às receitas
que possui”, disse.
O futuro
governador afirma que irá trabalhar para garantir o repasse salarial
para as categorias que tiveram o benefício aprovado em lei pela
Assembleia Legislativa do Piauí. “Além de adequar o tamanho do Estado à
realidade financeira, será preciso acabar com essas contratações
eleitoreiras. Temos notícias de que os gastos com pessoal já ultrapassam
52%. Isso é muito grave”, disse.
Fonte: JL/ODIA
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