"Não trabalho com essa hipótese. Estamos fazendo aquilo que na democracia é permitido: acionar a Justiça pedindo investigação", comenta senador tucano, em entrevista
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residente
do PSDB, autor de ação que pediu a cassação da presidente Dilma
Rousseff e a sua própria diplomação, o senador Aécio Neves (PSDB-MG)
disse em entrevista não ver elementos para pedir impeachment. "Não
trabalho com essa hipótese. Estamos fazendo aquilo que na democracia é
permitido: acionar a Justiça pedindo investigação. Pode ser até que se
comprove que não houve nada, mas este é um direito inalienável".
Derrotado nas
urnas em outubro, o tucano parece não se entusiasmar com a hipótese de
nova disputa à presidência em 2018. Questionado se pretende ser
candidato daqui quatro anos, negou. "Não mesmo. Talvez já tenha cumprido
o meu papel. O candidato vai ser aquele que tiver as melhores condições
de enfrentar o governo", disse.
"Meu papel é
manter a oposição forte. O governador de São Paulo é um nome colocado e
tem todas as condições. Outros nomes serão lembrados. Seria um erro
antecipar este processo", acrescentou, citando o correligionário Geraldo
Alckmin.
Em entrevista
aos jornalistas Valdo Cruz e Daniela Lima, da Folha de S. Paulo, Aécio
prometeu lutar contra novos impostos e definiu o novo ministro da
Fazenda, Joaquim Levy, como "um corpo estranho nesse processo". "Ele
será combatido até mais pela base do governo e dos setores que o
sustentam do que pela oposição", avalia.
Aécio
criticou as manifestações anti-Dilma que pedem o retorno do regime
militar e diz que o PT tenta "misturar as coisas". "Fora da democracia,
nada nos interessa", assegura.
O parlamentar
voltou a negar ter sido pressionado pela Odebrecht para esvaziar a CPMI
da Petrobras, conforme indicaram anotações apreendidas pela Polícia
Federal no âmbito da Operação Lava Jato, e, sobre ter recebido doações
das empreiteiras investigadas, pediu para que não se confundisse "doação
legal com corrupção, com crime".
Fonte: JL/247
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