segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Rombo financeiro chega a R$ 550 milhões e deixa o Piauí em estado pré-falimentar

Durante reunião com a diretoria das federação dos trabalhadores da agricultura do Estado do Piauí (FETRAF) , Merlong Solano, foi informado da grande preocupação e descontentamento dos trabalhadores rurais em relação aos órgãos do governo do Estado que cuida das politicas no Piauí

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Comissão de Transição do governador eleito Wellington Dias (PT) apurou que o rombo deixado pela administração do governador Zé Filho (PMDB) está avaliado em mais de R$ 550 milhões.
Merlong Solano disse que a situação do governo do Estado é que já houve estouro no limite da Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF,  e fez aumentar a despesa. Segundo ele o limite de gasto pessoal em relação a receita corrente liquida do Estado é de no máximo 49% e atualmente está em 51%.
Durante reunião com a diretoria das federação dos trabalhadores da agricultura do Estado do Piauí (FETRAF) , Merlong Solano, foi informado da grande preocupação e descontentamento dos trabalhadores rurais em relação aos órgãos do governo do Estado que cuida das politicas no Piauí: EMATER (Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural) e INTERPI (Instituto de Terras do Estado do Piauí).
“É um relatório que dá conta da real desestruturação dos órgãos do Estado que cuidam do desenvolvimento rural, começando pela secretaria de desenvolvimento rural, pelo EMATER que está totalmente parado, sem técnicos, sem patel, sem gasolina para os carros e chegando no INTERPI vimos a igual situação. O que eu percebi aqui é que a direção dos trabalhadores rurais do Piauí está pedindo socorro no sentido de um compromisso com o fim de reestruturar os órgãos e executar as políticas públicas especialmente no que diz respeito a agricultura familiar”, declarou Merlong Solano.
Em consequência, segundo ele, com a desativação desses órgãos, as políticas que poderiam ter benefícios grandes para agricultores estão com dificuldades porque o INTERPI não está fazendo a regularização fundiária o que traz enormes prejuízos para os agricultores porque não tem documentação e ficam sujeitos a ações dos grileiros ficando impossibilitados de ter acesso ao credito bancário. A EMATER sofre com sua desestruturação e falta de técnicos, o custeio já que está faltando gasolina. Não está sendo desenvolvido o programa Nacional da Agricultura Familiar que tem recursos, porque precisa de técnicos do EMATER em cada cidade para dar assistência aos agricultores na elaboração dos projetos. Com a falta desses técnicos, existem dificuldades dos agricultores em ter acesso a esses recursos.
“Por exemplo, o CAR (Cadastro Ambiental Rural), que é uma obrigação que deveria ter sido cumprida até abril do ano que vem onde todas as propriedades tem que ser cadastradas e o governo do Estado deveria ter começado em maio já que é responsável pelos cadastros das propriedades de até 4 módulos rurais, até agora não começou nenhuma providência. Enfim, estou saindo muito preocupado com a área rural”, disse Merlong Solano.





Fonte: JLMN

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