Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, divulgou balanço nesta quinta. Ação entre terça e quarta-feira contou com efetivo de 20 mil profissionais
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, disse nesta quinta-feira (6) que 436 pessoas foram presas durante a operação Brasil Integrado, ação de combate ao crime organizado realizada em 20 estados. As prisões ocorrem em dois dias de operação – nesta terça e quarta-feira.
Foram
mobilizados 20 mil profissionais nos 9 estados do Nordeste e em 11
estados na região de fronteiras do país. A operação conta com o apoio
das secretarias de segurança pública estaduais, polícias Militar,
Federal, Civil e Rodoviária Federal, Corpo de Bombeiros e Ibama. As
equipes fizeram uso da estrutura dos Centros Integrados de Comando e
Controle, instalados para a Copa do Mundo, a fim de intensificar o
combate à criminalidade.
Além das
prisões, as forças de segurança apreenderam cerca de 5 toneladas de
drogas, 427 veículos e 1,7 mil unidades de munição. Segundo o Ministério
da Justiça, foram recuperados 141 veículos furtados ou roubados e
cumpridos 221 mandados de busca, apreensão e prisão.
Os centros de
controle estão instalados nas 12 cidades-sede da Copa do Mundo. Para o
funcionamento desses locais, o governo federal doou equipamentos, e as
secretarias estaduais se encarregaram da estrutura física, em uma
parceria que poderá se repetir nas demais cidades.
Cardozo
afirmou que o governo pretende inaugurar centros de controle em todos os
estados do Brasil até 2015. "Assim se rompe uma cultura de
isolacionismo, de nao integração, e começamos a produzir na prática, no
cotidiano, o modelo utilizado na Copa do Mundo."
Os centros
são também usados no acompanhamento de grandes eventos. Cardozo afirmou
que recebeu o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Dias Toffoli,
que agradeceu a contribuição das forças de segurança durante as
eleições.
Cardozo
também disse que a central de monitoramento será utilizada durante o
Exame Nacional de Ensino Médio (Enem), neste fim de semana.
Emenda constitucional
O ministro disse que o governo prepara uma proposta de emenda constitucional para estabelecer diretrizes de egurança pública a ser seguida pelos estados. Pela Constituição, a competência é dos governos estaduais.
“O que a presidente Dilma quer é uma politica compartilhada de segurança pública”, afirmou Cardozo, que disse que o governo não poderá entrar em detalhes, mas poderá estabelecer diretrizes de políticas de segurança. “Às vezes se cobra muito papel da União, sem dar instrumentos para a União de fazê-lo.”
O ministro disse que o governo prepara uma proposta de emenda constitucional para estabelecer diretrizes de egurança pública a ser seguida pelos estados. Pela Constituição, a competência é dos governos estaduais.
“O que a presidente Dilma quer é uma politica compartilhada de segurança pública”, afirmou Cardozo, que disse que o governo não poderá entrar em detalhes, mas poderá estabelecer diretrizes de políticas de segurança. “Às vezes se cobra muito papel da União, sem dar instrumentos para a União de fazê-lo.”
Lava Jato
O ministro Cardozo disse que a Polícia Federal investigará os nomes e fatos citados nas delações da Operação Lava Jato que não estejam sob segredo de Justiça. O governo já havia tentado acesso ao conteúdo dos depoimentos sigilosos, mas ele foi negado pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal.
O ministro Cardozo disse que a Polícia Federal investigará os nomes e fatos citados nas delações da Operação Lava Jato que não estejam sob segredo de Justiça. O governo já havia tentado acesso ao conteúdo dos depoimentos sigilosos, mas ele foi negado pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal.
Fonte: JL/Globo
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