terça-feira, 4 de novembro de 2014

DESCASO - Piauí tem mais de R$ 1 bilhão em obras paradas e financiadas pela CEF por falta de prestação de contas e contrapartidas

O superintendente regional da Caixa Econômica Federal no Piauí, Emanuel do Bonfim Filho, afirmou que a reunião a Comissão de Transição de Wellington Dias faz parte de uma estratégia da instituição para fazer a recepção dos gestores eleitos nas últimas eleições 

Ogovernador eleito Wellington Dias (PT) afirmou que obras de R$ 1,07 bilhão financiadas pela Caixa Econômica Federal (CEF) estão paralisadas em Teresina e no interior piauiense por falta de prestação de contas e pagamento de contrapartidas pelo Governo do Estado. Wellington Dias obteve a informação durante reunião com a direção da Caixa Econômica Federal (CEF), realizada na segunda-feira em hotel do centro de Teresina.


Wellington Dias falou que durante a reunião foram levantados problemas nas áreas dos convênios porque existe um conjunto de obras paradas e outras obras nem começaram. Segundo ele, há um volume significativo de recursos do Governo Federal, através da Caixa Econômica, que para ser liberado para os órgãos do Governo do Estado, com convênios assinados, é preciso a apresentação de prestações de contas parciais e de pagamento de contrapartidas. “É preciso sentar o governo estadual, a equipe de transição de meu governo e a Caixa Econômica Federal para encontrar soluções para resolver agora ou no início do governo”, afirmou Dias.
O governador eleito declarou que as obras paralisadas são o Centro de Convenções de Teresina, que está com recursos na conta; a Adutora do Litoral, que é uma obra essencial para o desenvolvimento da região. A obra da Adutora do Litoral começou, mas a construção de estrada com várias vias por onde passam pela obra e o Governo do Estado está com dificuldade de proceder obras relacionadas com esgotamento sanitário e abastecimento de água em Teresina pela Agespisa. “As obras da Agespisa estão paralisadas e é preciso encontrar soluções”, falou Dias.
Wellington Dias afirmou que são vários os problemas que levaram à paralisação das obras do Governo do Estado financiadas pela Caixa Econômica Federal, mas o problema principal é o não pagamento de contrapartidas pelo governo atual.
“O valor total de todos os convênios, que são mais de 140, é algo em torno de R$ 1,070 bilhão. Fazer andar todas essas obras é essencial porque apenas 10% delas estão em andamento. Temos que fazer esse dinheiro circular na economia do Piauí e, ao mesmo tempo, dando soluções a tantos problemas que a a população cobra soluções”, declarou Dias.
Ele afirmou que a reunião com a diretoria da Caixa Econômica Federal faz parte da transição do Governo do Estado. Dias falou que a transição não está sendo feita apenas com o Governo do Estado, mas também com o Governo Federal e os órgãos que atuam no Piauí e com as matrizes de órgãos que não trabalham no Piauí como o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e Petrobras, que têm interesses recíprocos com o Estado, também com os municípios, com o setor privado, com as universidades e faculdades, o setor do comércio, da indústria, da agricultura e com os trabalhadores, além de diálogo com os servidores públicos estaduais.
“O que a gente precisa é ter informações para que problemas que devem ter necessária solução e com a experiência que se tem de cada área possa também receber sugestões. A gente caminha agora para uma interfase com os outros parceiros”, declarou Wellington Dias.
Dias afirmou que até o dia 31 de dezembro o governador do Piauí é José Filho (PMDB) e espera que ele tome providências para que no dia 31 de dezembro quando terminar o mandato tenha o cumprimento das regras constitucionais, como por exemplo, aplicação de, no mínimo. 25% do Orçamento Geral do Estado em educação; 12% em saúde, no mínimo; contas da Previdência Social sanadas; a saúde equilibrada; os encargos sociais e trabalhistas em dia. “Que o Estado não esteja no Cadastro de Inadimplentes e que não esteja impedido de fazer parecias com o Governo Federal e que o pagamento de pessoal volte à normalidade”, acrescentou Wellington Dias.
O superintendente regional da Caixa Econômica Federal no Piauí, Emanuel do Bonfim Filho, afirmou que a reunião a Comissão de Transição de Wellington Dias faz parte de uma estratégia da instituição para fazer a recepção dos gestores eleitos nas últimas eleições. “No Piauí, a Caixa ofereceu o espaço físico para a instalação da Equipe de Transição, isso já ocorreu, e fizemos uma reunião para apresentação dos produtos da Caixa Econômica Federal para que a gente incremente as parcerias já existentes com o Estado”, falou Emanuel do Bonfim Filho.

Fonte: JL/MN

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Cármen Lúcia antecipa eleição no TSE e piauiense Nunes Marques deve assumir presidência dia 14 Presidente do Tribunal fixou para a próxima terça-feira (14) a eleição para o novo comando da Corte

A presidente do   Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia , marcou para a próxima terça-feira (14) a eleição que escolherá ...