Oito pessoas foram presas e 200 mil litros de gasolina apreendidos. Polícia diz que organização criminosa vendia o combustível em todo estado

O grupo
preso em Teresina suspeito de adulterar combustível chegou a
comercializar cerca de 180 mil litros de gasolina e diesel por mês.
Segundo o delegado geral James Guerra, oito pessoas foram presas, entre
elas dois caminhoneiros que repassavam a um preço abaixo do mercado o
combustível puro que seria modificado pela organização criminosa. A
Polícia Civil realizou a Operação Bomba D´água e conseguiu localizar em
um galpão na Avenida do Ipês, Zona Sudeste de Teresina, cerca de 200 mil
litros de gasolina adulterada.
Conduzidas
por homens do 5º Distrito Policial e do Grupo de Repressão ao Crime
Organizado, as investigações que duraram três meses foram iniciadas após
uma denúncia e levaram até uma organização criminosa que comprava,
adulterava e revendia combustível em pontos distribuídos por
praticamente todo o estado.
“Eles fazem
parte de uma organização criminosa e tinham inclusive vários postos no
sul do estado, mas que vendiam em outros pontos por todo o território
piauiense. Eles comercializavam cerca de 6 mil litros por dia, o que dá
quase 180 mil litros todo mês”, revelou a polícia.
Além da
apreensão do combustível adulterado, os policiais encontraram outras
irregularidades no galpão que poderiam pôr em risco toda a área.
“Encontramos
200 mil litros de combustível adulterado e também localizamos um tanque
ilegal dentro da área. É um local de alto risco porque poderia haver
explosões. Como o local fica perto de uma faculdade, se tivesse ocorrido
o pior, seria uma verdadeira tragédia”, destacou o delegado.
Um dos
agentes que participou da operação explicou ainda como era feito o
processo de adulteração e aquisição da matéria-prima por parte dos
criminosos. Outro detalhe apresentado era que a organização utilizava
inclusive o trabalho de adolescentes no trato com o combustível feito
manualmente.
“Eles
compravam a gasolina por R$ 1,80 o litro e o óleo diesel por R$ 1,40 dos
caminhoneiros. Depois rompiam o lacre do tanque dos caminhões e faziam o
procedimento acrescentando água e outros solventes na mistura. Aí era
só revender por um valor abaixo do preço de mercado. Nessa operação,
observamos também a participação de menores no processo de adulteração”,
contou.
As oito
pessoas presas foram liberadas ainda na noite de domingo (9) após uma
ordem judicial e pagamento de fiança. Segundo o delegado James Guerra, a
liberação não seria possível devido os crimes nos quais os suspeitos
foram enquadrados.
"Os crimes nos quais eles foram enquadrados não cabiam fiança. Realmente não sabemos o que aconteceu. Até o momento não fechamos todos os delitos que eles praticaram, mas já sabemos, preliminarmente, que eles irão responder por furto de combustível, lavagem de dinheiro, associação criminosa, crime ambiental e crime contra o consumidor", ressaltou.
"Os crimes nos quais eles foram enquadrados não cabiam fiança. Realmente não sabemos o que aconteceu. Até o momento não fechamos todos os delitos que eles praticaram, mas já sabemos, preliminarmente, que eles irão responder por furto de combustível, lavagem de dinheiro, associação criminosa, crime ambiental e crime contra o consumidor", ressaltou.
Durante a
operação vários caminhões e carros particulares foram apreendidos. Ainda
conforme James Guerra, as investigações irão prosseguir e outras
pessoas ainda podem ser presas.
"A
investigação continua. Os indivíduos que foram liberados serão
indiciados mesmo não estando presos agora, pelos crimes já listados e
até por outros", finalizou o delegado.
Fonte: JL/G1PI
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