Mesmo os parlamentares que não se reelegeram estarão sendo julgados
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números começam a circular em Brasília, levantando a curiosidade de
muitos e o desespero de poucos. São 28 e 11. No caso, 28 deputados e 11
senadores que fizeram parte da delação premiada de Paulo Roberto Costa e
Alexandre Youssef, acusados de participação na lambança da Petrobras.
Seus nomes estão há alguns dias na posse do ministro Teori Zavaski, do
Supremo Tribunal Federal. Quando se iniciar o processo contra eles, a
partir de denúncia do Procurador Geral da República, não haverá como
evitar sua divulgação. Claro que vão negar, argumentando perseguições
políticas, mas pesará na equação o fator obvio de que os dois bandidos
presos pela Polícia Federal jamais correriam o risco de mentir em seus
depoimentos destinados a reduzir-lhes as penas. Podem ser tudo, menos
bobos. Junto com os parlamentares implicados na roubalheira estão
funcionários públicos, altos e baixos, além de uma tantas empreiteiras
já conhecidas, cujos proprietários e executivos responderão pelos crimes
praticados.
Em suma, um
julgamento para ninguém botar defeito, caso não surjam na mais alta
corte nacional de justiça empecilhos processuais e jurídicos daqueles
que frustrariam a opinião pública e transformariam as instituições em
frangalhos.
Mesmo os
parlamentares que não se reelegeram estarão sendo julgados. Para os
reeleitos, a perda de mandato, e para todos, a cadeia. Neste fim de
semana pleno de novidades, mais uma: os órgãos de investigação
concluíram que não apenas a Petrobras foi transformada na caverna do
Ali Babá. Outras empresas e repartições do governo federal foram
assaltadas, especialmente aquelas encarregadas de obras e serviços
prestados por empresas privadas, todas com superfaturamento e
distribuição de propinas a seus responsáveis e a partidos da base do
governo. Logo virão a público nomes de mais implicados.
A pergunta
que se faz é como tudo aconteceu sem que Dilma e Lula tivessem
conhecimento. Youssef acha que não. Difícil será encontrar provas,
certamente que não documentais. Quanto a testemunhas, teoricamente
poderiam existir, em especial em se tratando de políticos que logo se
interessarão pelo instituto da delação premiada, visando reduzir
possíveis penas. Deve ser registrado que nenhum dos grandes condenados e
presos por conta do mensalão apelou para esse expediente, mesmo ficando
evidente que José Dirceu e Delúbio Soares, por exemplo, teriam muito a
contar em troca da redução de suas condenações. A primeira linha do
antigo comando do PT mantém-se firme na defesa do governo, mas em se
tratando de beneficiados pelas tramóias paralelas, ninguém garante.
Fonte: JL/por Carlos Chagas
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