domingo, 19 de outubro de 2014

Vizinhos usam cavaletes para proteger corpo após demora do IML no Piauí

Família aguarda viatura do Instituto Médico Legal há mais de seis horas.
Homem foi morto com quatro tiros por volta das 7h30 deste domingo.

Daniel Cunha Do G1 PI 
Vizinhos fazem proteção com cavaletes para o corpo (Foto: Daniel Cunha/G1) 

Um homem foi assassinado com quatro disparos de arma de fogo na manhã deste domingo (19) no povoado Árvore Verde, Zona Leste de Teresina, por volta das 7h30. A polícia, que foi acionada minutos após o crime, isolou a cena do crime para a realização da perícia, sendo que o corpo ainda aguardava recolhimento pelo Instituto Médico Legal(IML) até às 14h. Com a demora, vizinhos revoltados improvisaram uma proteção contra sol feita a partir de cavaletes de propaganda eleitoral e um lençol.

De acordo com o sargento Raimundo Oliveira, da Polícia Militar, que acompanha o caso, a polícia ainda não possui um suspeito para a autoria do assassinato do comerciante reconhecido como Carlos César de Sousa Viana, mas segundo informações de populares, o crime teria sido cometido por um motoqueiro que emboscou a vítima na rua de sua própria residência. Como os familiares ainda esperam a retirada do corpo por parte do IML, os policiais continuam no local para garantir que o cadáver não seja removido. Para o sargento, a situação é constrangedora.

“Chegamos por volta das 7h40 e isolamos o local aguardando a perícia. Infelizmente a viatura do IML nunca chegou e tivemos que ficar aqui esperando. Acho isso tudo uma grande falta de respeito com o cidadão e com a família, que além de perder um parente, tem que observar seu cadáver assim, aguardando no meio da rua à espera de uma viatura para retirar o corpo” conta o policial.

O professor Kleison Sousa, sobrinho da vítima, conta que o assassinato pode estar relacionado com uma briga na qual seu tio participou dias antes, e que por este motivo estaria sendo ameaçado de morte desde então. Segundo o familiar, a tristeza pela perda do tio se mistura com a revolta de esperar por mais de cinco horas a chegada de uma viatura para recolher o cadáver.

“É inadmissível que uma família tenha que ver o corpo de um ente querido estendido no chão dessa maneira por tanto tempo assim. Já estamos aqui esperando há mais de cinco horas e o IML nunca apareceu e nem mesmo a polícia sabe do paradeiro da viatura. Acho que se o corpo fosse de um cidadão rico, o tratamento seria diferente” lamenta o sobrinho.

A reportagem do G1 aguardou no local até o início da tarde, mas sem presenciar a chegada do veículo do Instituto Médico Legal. A demora e incerteza do horário de recolhimento do corpo forçou os vizinhos a improvisarem uma proteção feita com cavaletes de propaganda eleitoral e um lençol, a fim de resguardar o cadáver do desgaste provocado pela alta temperatura dos raios solares.

Ninguém do IML foi encontrado para comentar o caso.

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