“Muitas vezes, os policiais querem fazer a ocorrência, mas as viaturas estão quebradas ou sem combustível”,...
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Na Delegacia
do 22º Distrito Policial, os policiais afirmaram que estão recebendo dez
litros para cada viatura fazer plantão de 12 horas. “Muitas vezes, os
policiais querem fazer a ocorrência, mas as viaturas estão quebradas ou
sem combustível”, declarou Maria Alice., dona de casa que mora no bairro
Santa Maria da Codipi, na zona Norte de Teresina.
Os veículos
da Polícia Militar estão recebendo 20 litros de combustível por dia e os
policiais são avisados: “se virem”. Na Delegacia do 25º Distrito
Policial, no bairro Anita Ferraz, na zona Sudeste de Teresina, uma
caminhonete L-200 já está deteriorada e sem a identificação foi apagada
com o tempo. “Ainda estamos usando a viatura. Aqui tem ruas sem
calçamento que é preciso de uma caminhonete assim para se chegar lá”,
afirmou no agente da Polícia Civil Francisco das Chagas, que trabalha na
Delegacia do 25º Distrito Policial.
A diretora de
Transportes da Secretaria Estadual de Segurança Pública, Albina Santos,
afirmou que não é verdade que está faltando combustível para as
viaturas das Polícias Civil e Militar. “Não é é verdade. Não está
faltando combustível. Esses problemas não têm sido registrados na
Diretoria de Transportes”, falou Albina Santos.
O Ministério
Público do Trabalho no Piauí (MPT) indagou através de ofício ao
Sindicato dos Policiais Civis de Carreira do Estado (Sinpolpi) se aquela
entidade tem conhecimento da medidas adotadas pelo parte do Governo do
Estado, de medidas para sanar graves irregularidades apontadas no
relatório de inspeção da Divisão Estadual de Vigilância Sanitária
(Divisa), no Complexo Policial da cidade de Picos ou se há previsão de
construção de um novo complexo. Antes de responder a diretoria da
entidade lembra que em Picos os prédios das delegacias estão abandonados
há anos e o Complexo de segurança funciona em um prédio alugado. No
documento que é assinado pela procuradora do Trabalho Christiane Alli
Fernandes, foi encaminhada uma cópia do citado relatório cuja inspeção
foi realizada no dia 28 de maio deste ano e dentre as irregularidades
constatada pela equipe da Divisa estão as péssimas condições do prédio,
onde são citadas, a penúria em que se encontram os banheiros onde se
percebe de cara o uso de material velho, quebrado e a completa falta de
higiene.
O relatório
cita ainda que a questão de falta de limpeza atinge todo o prédio
“principalmente no pátio externo com muito mato e lixo, grande
quantidade de material em desuso e superlotação de carros e motos
apreendidos o que dificulta a circulação na área externa”, diz o
documento. Segundo o presidente do Sinpolpi, Constantino Júnior, a
resposta ao ofício do MPT será encaminhada por toda esta semana e nela
será informada que nenhuma providencia foi tomada por parte do Governo
do Estado para sanar as irregularidades constatadas pela equipe da
Divisa. O presidente da entidade disse que vai solicitar a interdição do
prédio ao Ministério Público e exigir que o Governo do Estado faça as
reformas de três prédios públicos que estão abandonados.
“Gostaríamos
também de sensibilizar os parlamentares da região de Picos a destinar
verbas para que estes prédios sejam reformados porque é uma vergonha uma
região muito bem representada por deputados, mas que não se preocupam
com a segurança pública. O sindicalista argumenta que atualmente o
município de Picos tem as suas delegacias instaladas em um único prédio.
Estão no Complexo a Delegacia Regional de Picos, as delegacias do 1º,
que funcionava no centro, 2º DP que era instalado na avenida Sá Urtiga e
3o Distrito Policial (no bairro Junco), além da Delegacia de Combate a
Violência Contra a Mulher. “Isto é um erro porque enquanto uma pequena
área concentra toda esta estrutura, o restante do município fica
desguarnecido. Se acontecer algo na periferia na cidade, por exemplo, o
aparelho policial não estará presente”, afirma.
O presidente
do Sinpolpi denuncia ainda que o prédio onde está concentrada toda a
estrutura da Polícia Civil na cidade é alugado de uma família
tradicional da região e cujo aluguel deve ter sido feito à base de
amizades políticas. Ele lembra que enquanto o Estado paga aluguel caro
os prédios públicos onde funcionavam estas delegacias espalhadas pela
cidade estão abandonados e por ironia do destino, servindo de
esconderijos para bandidos ou mesmo de base para drogados. Outra
providencia a ser tomada pela direção do Sinpolpi é o pedido de
cumprimento de uma determinação da Justiça manda retirar todos os presos
da Central de Flagrantes e encaminhá-los aos presídios livrando os
agentes policiais da custódia destes detentos, o que ilegal, mas que vem
sem seguidamente descumprida pelas secretarias de Justiça e Segurança
Pública.
Fonte: JL/MN


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