A se confirmar a vitória do senador Wellington Dias, candidato do PT, para o governo do Piauí no próximo domingo, dia 5 de outubro, ela não significará apenas a derrota pura e simples do atual governador Antonio José de Moraes Souza Filho.
Implicará, sobretudo, numa significativa derrota do PMDB, atualmente o partido de maior representação político-eleitoral no plano estadual.
O PMDB, que desde a cassação do mandato do então governador Mão Santa em outubro de 2001 pelo Tribunal Superior Eleitoral, não assumia o comando do estado, atuando apenas como partido acessório, vai a partir de janeiro migrar para a oposição.
Independente de manter ou não o número de cadeiras na Assembléia que possui atualmente, dificilmente o PMDB será chamado pelo governador Wellington Dias para completar a composição da bancada de maioria que ele pretende formar.
Não são poucas as razões que o senador petista tem para não querer aproximação com o PMDB, as principais delas o nível baixo da campanha eleitoral e a decisão do partido de não apoiar a reeleição da presidente Dilma Rousseff.
Convencido de que a aliança proporcional do PT com os partidos aliados deve eleger entre 11 e 13 deputados, Wellington Dias pode atrair outros partidos menores, entre eles o PSDB, para formalizar uma composição parlamentar.
Com efeito, a decisão de Wellington Dias de deixar o PMDB fora de seu governo será danosa politicamente. Perdendo espaço no poder e no governo, as conseqüências revelam o futuro sem perspectiva para o partido.
É evidente que não se pode condenar o PMDB por assumir o governo e ter candidato próprio a governador. Esse direito, o partido exerceu plenamente. Porém, o malogro eleitoral não reserva um futuro de boas colheitas eleitorais.
Para quem foi governo ou participou de governos nos últimos 20 anos será difícil imaginar que o PMDB sobreviverá a esta situação imposta por uma conjuntura em que o partido apostou numa perspectiva que não se concretizaria.
Com isso, restará ao PMDB, após as eleições, fazer uma longa avaliação do insucesso eleitoral, juntar os pedaços e tentar não seguir o destino do PFL. Se fizer isso, pode ser que consiga sobreviver. Se não o futuro será cada um por si (por Paulo Fontenele)
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quarta-feira, 1 de outubro de 2014
O futuro do PMDB, por Paulo Fontenele
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