Voltou-se, assim, à polarização partidária que se repete nas eleições presidenciais desde 1994, quando Fernando Henrique Cardoso se elegeu pela primeira vez para chefiar o governo brasileiro
Mas é a disputa presidencial, a mais acirrada desde 1989, que tem concentrado as atenções dos cidadãos e estimulado os debates mais calorosos tanto na propaganda eleitoral quanto nas discussões dos confrontantes e de seus apoiadores.
Os 142,8 milhões de eleitores tiveram a oportunidade de acompanhar uma corrida presidencial marcada, como nenhuma outra, por várias “ondas” de preferência popular. A primeira e mais longa delas, detectada pelas pesquisas de intenção de votos realizadas desde o ano passado, foi caracterizada pela grande distância que a presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, manteve dos seus competidores até a morte do ex-governador pernambucano Eduardo Campos (PSB), em 13 de agosto, a menos de dois meses do primeiro turno de votação.
Além de encerrar precocemente a vida pública de um político promissor, o acidente aéreo que matou Eduardo Campos colocou na competição presidencial a candidata a vice-presidente de sua chapa, a ex-senadora Marina Silva, permitindo deflagrar a segunda “onda” eleitoral. Embalada pela boa votação alcançada no pleito de 2010 e pelo clamor causado pela perda de Campos, Marina chegou a aparecer em algumas pesquisas eleitorais como favorita no enfrentamento contra Dilma no segundo turno.
Uma terceira “onda”, cuja dimensão não foi inteiramente captada pelos institutos de pesquisas, levou para o segundo turno o ex-governador mineiro e atual senador Aécio Neves (PSDB), com 33,5% dos votos válidos .
PSDB x PT
Voltou-se, assim, à polarização partidária que se repete nas eleições presidenciais desde 1994, quando Fernando Henrique Cardoso se elegeu pela primeira vez para chefiar o governo brasileiro.
A campanha petista deu ênfase aos avanços obtidos na área social durante as gestões Lula e Dilma. O baixo índice de desemprego, a melhora na renda dos trabalhadores, o impacto de programas como o Bolsa Família e a ascensão social de milhões de pessoas foram destacados pela candidata à reeleição para demonstrar que deveria permanecer no cargo e implementar mais mudanças em favor da parcela mais pobre da população.
Já a oposição concentrou sua mensagem eleitoral na crítica ao baixo nível de crescimento econômico, à elevação do custo de vida, à corrupção e ao aparelhamento do Estado pelo PT. Contrariamente ao que fizeram os seus correligionários José Serra e Geraldo Alckmin nas três campanhas presidenciais anteriores, Aécio Neves também assumiu a defesa do “legado” de Fernando Henrique e do Plano Real. Foram eles, segundo o senador tucano, que criaram as condições para as transformações sociais implementadas pelos governos petistas durante os últimos 12 anos.
Neste domingo, saberemos qual dos dois candidatos conquistou os corações e mentes do eleitorado.
Todos os veículos de comunicação do Senado farão plantão para acompanhar este momento histórico, mostrando a marcha da votação e da apuração dos resultados tanto da eleição presidencial quanto da disputa estadual.
Fonte: JL/Ag. Senado
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