Raras vezes, na história da humanidade, um país se deixou cegar tanto pelo ódio político, pela intolerância e pela mentira, sendo tão vilipendiado por sua própria elite. Agora, que as eleições acabaram, relembre: o Brasil é exemplo global no combate à fome, tem a menor taxa de desemprego de sua história, uma nova classe média pujante, que adensa um dos maiores mercados de consumo de massa do mundo, e uma presidente revigorada pela vitória nas urnas
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No entanto,
raras vezes, na história da humanidade, um país foi tão vilipendiado e
rebaixado por sua própria elite. Como jamais se viu, uma sociedade se
permitiu cegar pelo ódio político, pela intolerância e pela mentira.
Para citar apenas um caso, o dirigente de uma consultoria financeira
lançou um livro intitulado "O Fim do Brasil", profecia que se realizaria
em caso de reeleição da presidente Dilma. A julgar por seu
catastrofismo, que foi levado a sério por alguns agentes do mercado
financeiro, esta segunda-feira seria o "dia em que a terra parou", como
diria Raul Seixas.
No entanto,
basta abrir os olhos – sim, abrir os olhos, após a cegueira e a histeria
das últimas semanas – para enxergar uma realidade bem diferente. O
Brasil fechará o ano com a inflação dentro dos limites da meta pelo
décimo ano consecutivo, com uma dívida interna estável, embora a
situação fiscal seja menos confortável do que no passado, e com uma
população que volta a confiar no futuro – este, um dos dados mais
importantes das últimas pesquisas. Quando as pessoas acreditam que irão
manter seus empregos e seu poder de compra, o motor do consumo e do
crédito se mantém ligado e a pleno vapor.
Se há a
necessidade de ajustes na economia, eles já são reconhecidos pelas
autoridades, em Brasília. Especialmente em alguns setores, como o do
etanol, que foi prejudicado pela contenção dos preços dos combustíveis e
será beneficiado com a volta da Cide – um importo que tornará o álcool
mais competitivo na bomba. A boa notícia é que os ajustes necessários
são bem menos severos do que se apregoa – 2015, ao contrário do que
muitos imaginam, não será o ano da catástrofe anunciada.
Passadas as
eleições, é também a hora de superar antagonismos, divisões e retomar o
diálogo. Em vez de enxergar o copo meio vazio, é hora de encarar a
metade cheia, repleta de avanços. O Brasil é hoje reconhecido pelas
Nações Unidas como exemplo global no combate à fome e às desigualdades
sociais. É também um país montado num caminhão de reservas
internacionais, capazes de amortecer qualquer crise internacional. E
que, com sua nova classe média, possui um dos maiores mercados de
consumo do mundo, que irá continuar recebendo investimentos por muitos e
muitos anos.
Se isso não
bastasse, o pré-sal, de onde se extraem mais de 500 mil barris de
petróleo/dia, já não é mais uma promessa. É realidade concreta e
palpável. Aliás, se o Brasil foi rebaixado e vilipendiado por sua elite,
que daqui extrai suas fortunas, o que dizer, então, da Petrobras?
Relatórios das agências internacionais de energia, feitos por quem
realmente entende do setor, a apontam como uma das empresas de maior
crescimento projetado para os próximos anos. Depois dos investimentos,
virá a colheita. E o Brasil, que viveu agudas crises no balanço de
pagamentos no passado, em razão de sua dependência energética, tem tudo
para se transformar num dos grandes exportadores globais de petróleo –
como já é no setor de alimentos.
Dilma venceu
as eleições porque, em algum momento, os eleitores – e não apenas os
supostamente mal-informados, como diria FHC – se deram conta de que a
propaganda negativa não correspondia à realidade. Será mesmo que o
Brasil dos novos aeroportos, das usinas do Rio Madeira e da hidrelétrica
de Belo Monte é mesmo "um cemitério de obras inacabadas"? Aliás, o que
aconteceu com o apagão elétrico previsto no início de 2014? E a Copa do
Mundo? Por onde andam os arautos do #naovaitercopa? Se tiverem bom
senso, depois de o Brasil ter realizado a melhor de todas as Copas –
fato que, infelizmente, ficou ausente da campanha eleitoral – não farão o
mesmo discurso terrorista em 2016, ano dos Jogos Olímpicos.
O Brasil que
emerge dessas eleições também tem uma possibilidade única de enfrentar a
corrupção. Depois de tantos escândalos, todos eles associados ao
financiamento privado de campanhas políticas, o País se vê diante da
oportunidade histórica de aprovar a reforma política, tornando as
disputas eleitorais menos dependentes do poder econômico. E a presidente
Dilma, sem uma reeleição pela frente, e reconhecida como honesta por
seus próprios adversários, é a pessoa ideal para levar esse desafio
adiante. "Estou pronta a responder a essa convocação. Sei do poder que
cada presidente tem de liderar as grandes causas populares. E eu o
farei", disse ela ontem, em seu discurso da vitória. Um discurso preciso
– e de arrepiar.
Por último,
mas não menos importante, há que se dizer com todas as letras. Apesar de
toda a histeria e toda a estridência dos nossos neoconservadores, o
Brasil não é bolivariano. Aliás, o próprio PT é um partido que, há
muitos anos, fez um escolha. Optou pelo caminho democrático – e não
revolucionário. O Brasil é um país capitalista, que respeita a
propriedade e os contratos, e que, neste caminho, promove a inclusão
social. Aliás, a aposta na radicalização interessa apenas a pequenos
grupelhos, que se alimentam do discurso do ódio. A estes, basta dizer
que Miami é logo ali. À verdadeira elite brasileira, comprometida com o
País, o que importa é seguir adiante, com mais igualdade e liberdade.
Como diria
Eduardo Campos, não vamos desistir do Brasil. Até porque, depois de
tantas mentiras e ataques, o Brasil ficou barato. É hora de comprar
Brasil!
Fonte: JL/247

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