CRM realizará uma vistoria no local e poderá acionar o Ministério do Trabalho.


Jalecos, lixo e material usado por médicos dividem
o mesmo espaço (Foto: Reprodução/TV Clube) As roupas, o material usado pelos profissionais e a lixeira compartilham o mesmo ambiente sem qualquer restrição higiênica; onde também estão expostos produtos químicos para limpeza do local. O pequeno compartimento também não possui cobertura e climatização, ficando próximo da casa de máquina e da central do ar-condicionado.

Lixo fica exposto e sem proteção no vestiário
(Foto: Reprodução/TV Clube) Ao ver as imagens, o infectologista Kelson Veras comenta que a situação é propicia para diversas infecções hospitalares. “Obras, reformas e construções em ambientes hospitalares necessitam que essas áreas sejam isoladas geralmente com plásticos ou de outra maneira para que a poeira não entre em contato com as áreas hospitalares em uso porque na poeira pode ter fungos”, disse Kelson.

Material usado na limpez do local é guardado
no espaço (Foto: Reprodução/TV Clube) O especialista disse ainda que esses fungos podem ficar nas roupas dos médicos aumentando as chances dos microrganismos entrarem em contato com os pacientes, levando-os a adquirem outras doenças ou agravar seu quadro clínico.
No Piauí, não existem índices oficiais sobre a quantidade de casos dos pacientes que sofreram infecção hospitalar. Já no Brasil, 14% a 19% dos pacientes internados em hospitais podem sofrer algum tipo de infecção. No entanto, a Organização Mundial de Saúde admite apenas 10%.
A direção do HGV reconhece o lugar improvisado usado como vestiário pelos médicos e esclarece que esse setor foi improvisado por causas das obras de ampliação no centro cirúrgico.
“É uma situação temporária. Por mais que esteja se prologando, a previsão de entrega dessa obra é no mês de novembro deste ano. Por maior que seja o transtorno, no nosso modo de entender não compromete o bem estar dos nossos colegas de trabalho”, afirmou a diretora do HGV, Clara Leal.
CRM
O Conselho Regional de Medicina (CRM) até a divulgação desta reportagem, no PI TV 1ª Edição do dia 3 de setembro de 2014, não recebeu nenhuma denúncia oficial. No entanto, o conselheiro Carlos Renato Bezerra considera a situação um desrespeito ao código de ética da profissão. “Simplesmente eu nunca vi em nenhum hospital por onde andei, seja da rede privada ou da pública, uma situação tão degradante: você ter um vestiário que não oferece as mínimas condições para qualquer ser humano”, lamentou o conselheiro.
O CRM realizará uma vistoria no vestiário do HGV. E, se as denúncias forem confirmadas, o caso será denunciado ao Ministério do Trabalho.
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