quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Iirregularidades -TCE mantém anulação da compra de 100 mil livros por R$ 6 milhões pelo governo do Piauí

Participaram da audiência o secretário estadual de Educação Alano Dourado e Luiz Romero, autor do livro. O advogado da Secretaria de Educação é Norberto Campelo
 
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Tribunal de Conta do Estado (TCE) julgou na manhã desta quinta-feira, 18, a legalidade  da compra de R$ 6 milhões em livros, totalizando 100 mil exemplares de uma obra sobre o Enem.
O Tribunal, por decisão monocrática, já tinha decidido pela suspensão da compra por faturamento em mais de 900%.

Participaram da audiência o secretário estadual de Educação Alano Dourado e Luiz Romero, autor do livro. O advogado da Secretaria de Educação é Norberto Campelo.
O TCE decidiu em plenário por unanimidade manter a anulação do contrato de compra do livro sobre Enem “Código e Linguagens e Novas Tecnologias”, de Luiz Romero, comprados pela Secretaria de Educação com dispensa de licitação pelo valor de R$ 6 milhões, considerado superfaturado em mais de 900% pelo próprio tribunal.
O conselheiro relator do processo, Abelardo Vilanova, conselheiro do TCE, declarou que não havia a necessidade de anulação da decisão suspensão da compra e devolução de dinheiro porque o processo não teve sua conclusão definitiva e não existia a necessidade de revisão do Tribunal.
O procurador de contas do TCE, Pinheiro Júnior, declarou que o advogado Norberto Campelo, da Secretaria Estadual de Educação, e o secretário estadual de Educação, Alano Dourado, apresentaram suas defesas falando sobre a qualidade da obra do escritor Luiz Romero.
Alano Dourado chegou a fazer a própria defesa  informando que a obra tinha qualidade e que se fosse levado em conta o preço da xérox, a obra custaria mais de R$ 53, 9 milhões.
O procurador de Contas, Pinheiro Júnior, questionou o fato de que, na defesa, o trabalho de apuração do TCE foi chamado de exercício de ficção de encontrar pelo em ovo.
Antes da decisão do TCE o advogado Norberto Campelo saiu da sessão dizendo que tinha uma audiência em outro tribunal e que tinha que comparecer;  depois que o tribunal decidiu pela manutenção da compra dos livros, Alano Dourado, em seguida.
Fonte: JL/MN

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