Candidata do PSB afirmou que presidente Dilma Rousseff tem "11 minutos na televisão em troca de cargos para destruir a Petrobras"
Em
seu primeiro ato de campanha em Minas Gerais, a candidata do PSB à
Presidência, Marina Silva, manteve o tom duro em relação ao megaescândalo de corrupção na Petrobras
delatado à Polícia Federal pelo ex-diretor de Abastecimento da estatal
Paulo Roberto Costa. Ao convocar a militância do PSB nesta
terça-feira a aderir à campanha nas redes sociais para "rebater
mentiras", a ex-senadora afirmou: "Dilma tem 11 minutos na televisão em
troca de cargos para destruir a Petrobras".
Marina ouviu
vaias enquanto discursava na Praça da Estação, no centro de Belo
Horizonte. Ao falar a militantes que assistiam ao evento, Marina era
chamada de “fundamentalista” por um grupo de pessoas que estava no
local, mas para retirar ingressos para um show musical que ocorre neste
domingo. Ao ouvirem suas propostas, os manifestantes reagiam aos gritos
de “Só se o [pastor] Silas Malafaia deixar”, em referência ao recuo de
Marina em relação ao primeiro programa de governo divulgado pelo PSB,
que trazia a defesa do casamento do gay e do PLC 122, projeto de lei que
criminaliza a homofobia.
Em seu
discurso, Marina fez críticas ao candidato do PSDB Aécio Neves, que
governou Minas Gerais por dois mandatos, e à presidente Dilma Rousseff,
natural do Estado. Do alto de um caminhão de som, Marina e seu vice,
Beto Albuquerque, voltaram a pedir que a militância do partido, que
formava exclusivamente o público que foi para o ato, dedique tempo à
internet "para combater ataques". Eles reforçaram ainda a importância de
projetos como o pré-sal e o Bolsa Família – a presidente Dilma tem
afirmado que as propostas de Marina defendem o fim da prioridade ao
pré-sal.
Albuquerque
reforçou o compromisso da chapa com os investimentos no pré-sal e
alfinetou Dilma pelas críticas. "Eu nunca vi tanta mentira ao mesmo
tempo quanto estou vendo no programa oficial do governo." Já Marina,
última a falar, pediu apoio da militância para responder nas redes
sociais aos ataques e disse que o país vai ver uma "pororoca da
democracia" de combate às mentiras.
A dentista
Denise Limeira da Rocha, de 29 anos, estava entre os que vaiaram a
candidata do PSB. "Não acho que ela vai mudar nada. Ela é um fantoche do
partido", disse. Denise afirmou ainda que está em dúvida sobre em quem
vai votar, mas que provavelmente será em Dilma. "Não que eu seja
petista", apressou-se em dizer. Outros que criticavam Marina afirmaram
ser eleitores de Luciana Genro, que concorre ao Palácio do Planalto pelo
PSOL. "Sei que ela não vai ganhar, mas nessa aí (Marina) eu não voto",
afirmou uma mulher.
O evento
organizado pelo PSB foi bastante tímido e desajeitado, com o som
bastante falho e com público restrito aos militantes. Nem mesmo os que
estavam presentes na enorme fila para retirada de ingressos se
locomoveram para participar do ato político ao lado.
Também
participaram do evento o deputado federal pelo PSB, Júlio Delgado, o
candidato ao governo de Minas e pai de Júlio, Tarcísio Delgado, e a
aspirante ao Senado pelo PSB, Margarida Vieira. O prefeito de Belo
Horizonte, Márcio Lacerda, não compareceu ao evento. Embora seja do PSB,
Lacerda faz parte da ala que defendia apoio da sigla a Pimenta da
Veiga, candidato ao Palácio Tiradentes pelo PSDB.
Fonte: JL/Veja
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