
Dados foram informados ao TSE pelos 17 candidatos a governador do Piauí, Ceará e Maranhão
Ao todo, dezessete candidatos concorrem para ocupar os Palácios de Karnak, Abolição e Leões, como são chamados as sedes dos governos do Piauí, Ceará e Maranhão. Na primeira prestação de contas feita pelos candidatos, apenas oito deles informaram ao Tribunal Superior Eleitoral – TSE que tiveram gastos de campanha. Os outros nove candidatos, segundo suas declarações, ainda não gastaram um único centavo.
Os dados são de dois de agosto, data da última prestação de contas ao TSE e revelam uma discrepância: o Piauí tem o candidato que mais gastou até agora.

A corrida nos três estados vizinhos
No Piauí, estado mais pobre que o Ceará e Maranhão, está o candidato que, até a presente data, mais gastou com sua campanha. Zé Filho, que é o atual governador do Estado e candidato à reeleição pelo PMDB já gastou 4,5 milhões de reais. O valor corresponde a 58% de todos os gastos declarados de todos os candidatos aos governos dos três estados juntos.
Lobão Filho: "apenas" R$ 385mil gastos
Camilo Sobreira de Santana, que concorre ao Governo do Ceará pelo PT, foi o segundo maior em despesas declaradas. Foram R$ 1,381.163,23 investidos em sua campanha. Ele é seguido por Wellington Dias, também do PT, que concorre à vaga no Piauí e informou o consumo de 1,17 milhões de reais na período – valor é quatro vezes menor do que foi gasto por Zé Filho, seu principal opositor na corrida pelo Karnak.
No Maranhão, Edison Lobão Filho do PMDB foi quem mais gastou até agora. O filho do Ministro das Minas e Energias desprendeu “apenas” R$ 385 mil.

Estado mais pobre com campanhas milionárias
Quando todos os gastos por estado são somados, o Piauí sai na frente como tendo, até agora, a campanha mais cara. Para tentar se eleger governador, os candidatos já gastaram R$ 5.693.471,28. No Ceará o total foi de R$ 1.612.758,85 e no Maranhão R$ 386.339 de despesas com campanhas.
Com um PIB que representa 0,6% do Produto Interno Bruto Nacional, o Piauí é o mais pobre dos três Estados mencionados na matéria. A participação do Maranhão no PIB brasileiro é de 1,3% enquanto o do Ceará é de 2,1%. Respectivamente o dobro e o triplo do Produto Interno Bruto piauiense. O preço da mão de obra no estado e a renda per capta também é a menor.
Mas, ao contrário da sua economia, os gastos na campanha eleitoral para governador do Piauí são estratosféricos.
Capital Teresina

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