sábado, 2 de agosto de 2014

Procissão das sanfonas em Teresina



Procissão com várias gerações de sanfoneiros para celebrar o Rei do Baião
















A Procissão das sanfonas tomou as ruas do Centro de  Teresina na tarde ontem, quando prestou uma homenagem a Luiz Gonzaga, o Rei do Baião. Segundo a organização do evento, cerca de 100 músicos entre sanfoneiros, tocadores de zabumba e triângulo e violeiros encheram a cidade com as músicas de Gonzagão.
 O grupo saiu da Catedral de Nossa Senhora das Dores, com a benção das sanfonas. Logo depois, os sanfoneiros saíram em caminhada até o Museu do Piauí.
A sexta edição da procissão é uma homenagem ao aniversário de morte do Luiz Gonzaga. Além de músicos, os populares que estavam no Centro de Teresina acompanharam a procissão. A vendedora Eliana Sousa deu uma pausa no trabalho para ver e ouvir a homenagem. "Vale a pena dar uma parada", frisa.  
"A procissão traz a saudade que sentimos de Gonzagão, que morreu há 25 anos. Como a música, a festa e a alegria eram suas marcas registradas, nada melhor que vários sanfoneiros reunidos para fazer esta homenagem ao Rei do Baião", afirmou um dos organizadores do evento, professor Wilson Seraine.
A marca da sexta edição da procissão, segundo Seraine, foi a participação de pequenos sanfoneiros,  crianças e jovens que renovam toda a história de Gonzaga e do Baião. Crianças, como o Davi Lima, que foi levado pela avó tocando uma sanfona de oito baixos. Davi disse que começou a tocar com 5 anos e pretende continuar tocando por toda a vida.
 O pequeno Gabriel Gaspar, que veio com o pai da cidade de Boa Hora, a 140 quilômetros capital para participar da procissão.  "Gosto muito da sanfona", afirmou Gabriel. Segundo seu pai, Francisco Lopes, ele começou a tocar com 2 anos de idade  com uma sanfona de três baixos e gosta tanto que hoje, aos 5 anos, tem uma sanfona de oito baixos. "Nossa cidade tem a tradição do reisado e neste clima ele começou com a sanfona com 2 anos", falou o pai. Outro exemplo é a jovem Vanessa Lobão, de 22 anos, que tocou sanfona na procissão e que para ela a inspiração foi Luiz Gonzaga.
No outro lado, o participante  mais velho da procissão foi seu Artur Pereira de Sousa, sanfoneiro de 96 anos. 
"Ver as crianças e jovens ouvindo e tocando Luiz Gonzaga, é ver a renovação e manutenção de sua história e da sua música", afirmou Ronaldo Silva. Ele, que foi produtor de Luiz Gonzaga nos últimos 12 anos da carreira do músico, esteve participando da procissão e disse que um ato como esse mostra que a obra de  Luiz Gonzaga é patrimônio de nossa população.  


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