Para
ser a nova candidata do PSB à Presidência da República no lugar de
Eduardo Campos,Marina Silva terá de assinar um documento no qual
constarão os acordos políticos firmados pelo partido - um dos principais
pontos de atrito entre a ex-senadora e os socialistas.
A
carta está sendo elaborada por uma comissão do PSB e deve estar pronta
até quarta-feira (20), quando o partido fará uma reunião da Executiva
Nacional para oficializar a nova chapa presidencial, segundo uma fonte
ouvida pelo iG.
Um dos objetivos é deixar claro para a
ex-senadora que ela não será uma candidata do PSB ou da Rede - que
desembarcará do partido assim que conseguir seu próprio registro -, mas
de uma coligação, formada por seis partidos, o que pressupõe
compromissos.
Marina, por exemplo, criticou abertamente a
entrada do PSB na chapa do PSDB na disputa pelo governo de São Paulo -
em que o deputado Márcio França (PSB) é candidato a vice do tucano
Geraldo Alckmin.
Internamente, o documento é tratado menos
como uma carta de compromisso e mais de orientação. Algumas coisas,
justifica a fonte do PSB, eram de conhecimento exclusivo do núcleo duro
da campanha - composto por Campos e mais duas pessoas - e precisam ser
passadas à ex-senadora.
Registro junto ao TSE pode ser feita em 24 horas
A
formalização da nova chapa presidencial será feita na próxima
quarta-feira (20), em reunião da Executiva Nacional da PSB em Brasília. A
indicação de Marina já é dada como certa, mas o nome do vice continua
em aberto.
O PSB não abre mão de escolher alguém do partido
e, nesse sentido, têm sido cogitados os nomes da viúva de Campos, Renata
Campos, e do deputado pelo Rio Grande do Sul, Beto Albuquerque.
Após
a definição dos nomes, Marina terá de apresentar sua renúncia à
candidatura de vice-presidente. Em seguida, o PSB precisa apresentar uma
ata assinada pelos líderes com os nomes dos novos candidatos. Só depois
é que a nova candidatura será formalizada.
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