Ex-secretário Paulo Ivan confirmou a notificação do Tribunal para que a distorção fosse corrigida no Estado
O
Governo do Estado "maquiava" os dados financeiros referentes aos gastos
com pessoal para cumprir as exigências da Lei de Responsabilidade
Fiscal (LRF) desde a gestão do governo Wellington Dias (PT). Na época
foram cortadas as condições especiais de trabalho para aliviar o custo
da folha de pagamento. Os servidores temporários e terceirizados eram
pagos como custeio. O Tribunal de Contas do Estado (TCE) chegou a
notificar o Governo do Estado e exigiu a inclusão do pagamento dos
temporários na folha.
Os temporários são contratados por um
período de 12 meses e podendo ser renovado por mais 12 meses, se não
houver renovação, o próprio sistema fecha e não há mais pagamento.
Pela
LRF, os contratos de terceirização de mão-de-obra que se referem à
substituição de servidores e empregados públicos serão contabilizados
como "outras despesas de pessoal". O Estado do Piauí não declarava
qualquer gasto de mão-de-obra terceirizada. Entre artifícios usados
estão exclusão de despesas com pensões.
O governo estadual
pode gastar até 49% do que arrecada com pessoal. Superados os limites
aplicáveis, o Estado tem um prazo de até dois quadrimestres para corte
de gastos. Do contrário, perde direito às transferências voluntárias da
União e a empréstimos. O governador Antonio José de Moraes Souza Filho, o
Zé Filho (PMDB) se preocupa com a ameaça de retenção de repasses ao
governo do Estado.
As manobras que eram feitas serviam para
aliviar o impacto da despesa sobre a folha. Com o cumprimento das
exigências do TCE, o valor dos gastos com pessoal onerou a folha, o que
levou a extrapolar os limites determinados pela LRF.
O
ex-secretário de Administração do Estado, Paulo Ivan e Silva, confirmou
que o Estado, antes pagava os terceirizados e temporários como despesas
de custeio e não como gastos com pessoal. "A folha de pagamento não paga
terceirizado. Eles são contratados por empresas que prestam serviço ao
Estado. Na verdade, estão misturando alhos com bugalhos nessa história.
Estão pegando dados e misturando as coisas", comentou o ex-secretário.
A
notificação do TCE aconteceu ainda em 2011, quando foi corrigida a
distorção. Só na Educação eram cerca de sete mil temporários, já que
mais de mil professores estavam de licença prêmio. Se o professor for 40
horas, o salário é de R$ 2 mil, o que corresponde a R$ 12 milhões por
mês.
Segundo o ex-secretário, realmente houve um crescimento
na folha de pagamento que passou de R$ 190 milhões para R$ 262 milhões.
"Não aumentou o número de prestadores de serviço ou de temporários, teve
aumento do salário mínimo. E mais uma vez explico que terceirizado não
entra na folha, é custeio e não gasto com pessoal", finaliza Paulo Ivan.
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sexta-feira, 9 de maio de 2014
Wellington Dias e Wilson maquiavam a folha
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