segunda-feira, 12 de maio de 2014

Metade da bancada federal tem processos na Justiça


O senador Wellington Dias responde por crimes contra a vida pelo romprimento da barragem Algodões

Metade da bancada piaui-ense no Congresso Nacional responde a processos nas mais diversas instâncias da Justiça, revela levantamento feito pelo Diário do Povo junto ao Ministério Público Federal e ao site Transparência Brasil. Os casos mais graves são dos senadores Wellington Dias, pré-candidato do PT ao governo do Estado, que responde a ação penal no Supremo Tribunal Federal, e Ciro Nogueira (PP), condenado em ação de im-probidade administrativa no Tribunal Regional Federal do Distrito Federal (TRF-1).
O deputado federal Marcelo Castro, pré-candidato do PMDB a governador, aparece com um registro na Justiça - ele presidia o partido em 2010, quando as contas do diretório regional foram reprovadas no Tribunal Regional Eleitoral. O deputado Assis Carvalho (PT), por sua vez, enfrenta dez processos distribuídos no STF, Justiça Federal e Tribunal de Justiça do Piauí (veja matéria nesta página).
O caso do senador petista é o mais emblemático. Envolve o rompimento da Barragem Algodões, em Cocal Piauí, ocorrido em maio de 2009. Nove pessoas morreram, uma outra ficou desaparecida e mais de mil moradores dos municípios de Cocal e Buriti dos Lopes perderam suas casas, plantações e tudo o que tinham. A tragédia completa cinco anos este mês. Em janeiro deste ano, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, acolheu requerimento da Procuradoria Geral da República e reautuou o inquérito n° 33632011, que investiga o rompimento da barragem, como ação penal.
Wellington Dias, que na época era governador do estado, é investigado por crimes contra a vida e prevaricação. O despacho do ministro, que é relator do processo, aconteceu no dia 19 de dezembro do ano passado. No dia 6 de janeiro de 2014 o inquérito foi reautuado passando a ser classificado como Ação Penal. Além do senador, são investigados no inquérito a ex-presidente da Empresa de Gestão de Recursos do Piauí (Emgerpi), Lucile Moura, e o engenheiro responsável pelo projeto de construção do sangradouro, Luís Hernani Carvalho.
O engenheiro teria assegurado na época que a barragem não romperia, o que levou o governo a autorizar que as famílias que já haviam sido retiradas das proximidades da barragem, por causa da iminência de rompimento, a retornarem para suas casas. Wellington Dias também teve reprovada no Tribunal Regional Eleitoral as contas do diretório regional do PT referentes ao exercício de 1996, quando presidia o partido no Piauí.

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