O pequeno povoado de Franco ficou conhecido nacionalmente depois de desaparecer pela força da água
Será dia 27 de maio de 2014, há cinco anos daquela fatídica tragédia tida como a maior do Estado do Paiuí que vitimou quase 1200 famílias num universo de 6.000 pessoas.
Quinze mortes, sendo que nove foi no momento do rompimento às outras seis vieram nos dias seguintes. Foram os Municípios de Cocal e Buriti dos Lopes devastados pelas águas destruidoras da Barragem Algodões I localizada no município de Cocal/PI, um mar de lama por mais de 50 quilômetros a jusante da barragem. Um rastro de destruição.
Exatamente cinco anos atrás, o Piauí e o Brasil acompanharam perplexos uma das maiores tragédias do estado: o rompimento da barragem de Algodões, que ocorreu precisamente às 16h10 do dia 27 de maio de 2009. As águas que invadiram os povoados localizados ao redor da barragem destruíram tudo que havia pela frente, vitimando nove pessoas e mais de 30 mil animais mortos.
Nesses cinco anos de tragédia, pouca coisa mudou na vida das pessoas que perderam tudo que tinham e até mesmo entes queridos. O povoado Franco foi o mais atingindo pela tragédia e até hoje não foi recuperado, lembra o cenário de uma cidade fantasma vista nos filmes. As famílias que ainda vivem no local tentam recuperar os bens perdidos.
A Justiça comprovou que o Governo do Estado sabia que uma tragédia iria ocorrer a qualquer momento, mas decidiu forçar as famílias que viviam em área de risco a voltarem ao local. Segundo decisão da juíza Maria do Socorro Ivani de Vasconcelos , Governo do Estado e Emgerpi determinaram o retorno das pessoas às áreas de risco, contrariando a decisão judicial e assumindo os riscos. Como houve resistência ao retorno por algumas pessoas, os réus por seus agentes: Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e Policia Militar chegaram a tomar os colchões dos abrigos e a suspender o fornecimento de alimentação, para compelir a voltarem à área de risco da Barragem dos Algodões.
A barragem de Algodões que segura o rio Pirangi fica próximo à divisa entre os Estados do Ceará e Piauí fica localizado no povoado de Algodões (daí o nome dado à barragem). Com o rompimento, a água seguiu para o povoado Franco, afetando depois os povoados de Cruizinha, Boiba, Frecheira, Tabuleiro, Angico Branco, Estreito, Gado Bravo, Dom Bosco, Boa Vista e Gameleira.
A obra de construção da barragem custou aos cofres públicos cerca de R$ 51 milhões e visava perenizar as águas do rio Piranji para usá-la na irrigação, piscicultura, abastecimento das cidades vizinhas e acima de tudo, fazer o controle das cheias. O engenheiro responsável é Luiz Hernane de Carvalho da Universidade Federal do Ceará.
A região faz parte da zona rural de Cocal, região Norte do Piauí, a 268 Km de Teresina, que logo no início da construção da obra o TCU – Tribunal de Contas da União constatou problemas no andamento do projeto e multou a direção do IDEPI. Mas a obra prosseguiu e foi inaugurada no governo de Mão Santa.
Quando a barragem rempeu água saiu com mais de 200 metros de larguras, deixando tudo por terra
Uma barragem que deixou em seu leito uma marca triste para sempre
Uma lembraça que jamais apagará
O que era lindo acabou










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