Para especialista faltam políticas públicas na periferia da cidade.
O relatório foi anunciado pelo Secretário de Segurança, James Guerra e pelo delegado João Marcelo Aguiar. Os percentuais demonstram que 273 pessoas de cor parda ou negra foram vítimas de homicídios na capital, onde houve um aumento de 15,18% de assassinatos de 2012 para 2013. Naquele ano, 270 pessoas foram assassinatos, enquanto este último contabilizou 310 mortes.
“Os dados mostram a falta de politicas publicas para homens jovens que estão desempregados ou com empregos precários, estes são os mais vitimizados. É preciso que haja políticas voltadas para artes, esporte, cursos e condições que favoreça esse grupo ter uma oportunidade de emprego que possibilite uma mobilidade social”, afirma José da Cruz.
O especialista também afirma que é preciso políticas sociais. “Um homicídio é sequência de fatos. Tudo começa com o uso das drogas, neste ponto a secretaria de segurança precisa evitar que este produto chega até a juventude”, disse José.
Na pesquisa, a quase totalidade dos assassinatos vitimaram homens, o percentual é de 95,2%, e jovens com idade entre 18 e 29 anos (56,37%). Os adolescentes entre 12 e 17 anos foram 12,10% das vítimas, um total de 38 pessoas.
As armas de fogo foram os principais meios utilizados, somando 75,2% dos registros, seguido por arma branca, com 18,97% dos casos. Sendo que 38% dos homicídios aconteceram na Zona Sul. A região do Grande Promorar foi onde aconteceu a maioria dos homicídios em 2013. O estudo divulgado pela Polícia Civil mostrou que 37,94% das mortes aconteceram na Zona Sul, sendo 26 delas concentradas nos bairros Promorar e no Santo Antônio.
A região da Santa Maria da Codipi também se destacou como um bairro com altos índices de homicídios. Lá foram registrados 19 assassinatos em 2013.
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