Evento acontece desde 1856 e e integra calendário de turismo religioso.

Procissão reuniu mais de 40 mil fiéis na cidade de Oeiras (Foto: Ellyo Teixeira/G1)
Durante o período da Semana Santa, Oeiras se torna a cidade da fé. A tradição religiosa acontece há mais de três séculos na primeira capital do Piauí, localizada na região Sul do estado, que se desenvolveu ao redor da igreja matriz de Nossa Senhora da Vitória. Segundo a Pastoral, mais de 40 mil pessoas compartilharam a fé nesta sexta-feira (11) na Procissão de Bom Jesus dos Passos.
O evento que abre a Semana Santa na cidade, já acontece desde 1856 e integra o calendário de comemorações relacionadas ao turismo religioso. Segundo padre Keliton Viera, a procissão de Bom Jesus dos Passos é uma das mais ricas em símbolos e gestos religiosos. “A procissão segue parando em cinco passos, em cada passo se repete o ritual de cantos, queima de incenso e bênção de Santo Lenho. Romeiros, comunidade local, autoridades e turistas se misturam a multidão vestida de roxo como gesto de penitência e identificação com Bom Jesus dos Passos”, descreveu o pároco.

Imagem de Bom Jesus dos Passos percorre
principais ruas de Oeiras (Foto: Ellyo Teixeira/G1) A aposentada Maria do Carmo Aparecida, de 72 anos, disse há 10 participa da procissão levando uma pedra na cabeça, para simbolizar o sofrimento de Jesus quando foi crucificado. “Meu filho teve um acidente de moto, então fiz uma promessa e ele ficou curado. Carrego essa pedra para mostrar o tanto que Jesus sofreu por nós. Só vou parar de vir quando morrer, pois tudo que sempre pedi, consegui”, afirmou Aparecida.
Antônia Oliveira Pereira, de 67 anos, foi outra que rezou e se emocionou com a passagem da imagem de Bom Jesus dos Passos na porta de sua casa. “Me visto de roxo e fico o dia inteiro de pés descalços, pois Jesus também ficou assim. Há 12 aos que eu participo da procissão e todas as vezes eu choro quando lembro do sofrimento de Jesus para salvar a humanidade”, disse a moradora.
A dona de casa, Maria Regina, trouxe a filha Maria Vitória de apenas quatro meses. Ambas vestidas de roxo acompanharam a festa religiosa até o final. “Vim com minha filha porque tive problemas durante a gestação. No dia do parto apresentei complicações e os médicos chegaram perguntar se queriam que sobrevivesse eu ou minha filha. Ali mesmo na sala de cirurgia meu marido fez a promessa e estamos aqui, todas com saúde”, afirmou.
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