Na 7ª Vara Criminal de Teresina estão tramitando 2.500 processos e
cerca de 300 processos estão em fase de execução para cumprimento de pena e, na
maioria, os réus ainda estão respondendo os processos
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O juiz afirmou que os réus assassinados respondiam na Justiça pelos crimes de tráfico de drogas, roubos e assaltos a mão armada.
“Na 7ª Vara Criminal são julgados os crimes de tráfico de drogas, roubos e furtos. Não julgamos casos de homicídios”, declarou Almir Tajra, adiantando que os assassinatos dos réus é um tendência nova e não eram verificados nos anos anteriores a 2013.
“É uma tendência nova. Estão acabando com os meus réus. Os processos estão diminuindo na 7ª Vara e aumentando nas Varas do Tribunal do Júri de Teresina, que julgam os homicídios, depois que são apurados pela Delegacia de Homicídios" - disse.
Os seis mortos neste ano estavam respondendo pelos crimes de tráfico de drogas e assaltos a mão armada. O último assassinado foi do traficante Marcos Vinícius, abatido com disparos de revólver no Parque Brasil, zona norte de Teresina.
“Era acusado de tráfico. Marcos Vinícius ainda não tinha sido julgado”, afirmou o juiz Almir Abib Tajra Filho.
Conforme ele, os réus estão sendo assassinados por causa de dívidas de drogas; porque ficaram com mais dinheiro de assalto do que o outro ladrão, sem fazer a divisão igualitária fruto do roubo.
“Esses são os motivos principais. Os bandidos ameaçam os outros, o que leva o ameaçado a matar o adversário e os assassinatos também ocorrem por conflitos entre gangues porque um está entrando no terreno do outro e mandam matar para ocupar o espaço do outro criminoso”, falou Abib Tajra Filho.
Na 7ª Vara Criminal de Teresina estão tramitando 2.500 processos e cerca de 300 processos estão em fase de execução para cumprimento de pena e, na maioria, os réus ainda estão respondendo os processos.
Os réus assassinados, muitas vezes, foram soltos para responder os processos em liberdade porque têm bons antecedentes criminais.
Hoje, a vara tem 250 presos provisórios, respondendo os processos em penitenciárias esperando julgamento.
Fonte: JL/Efrém Ribeiro
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