Imagem: Christophe Ena / AP
Em entrevista ao Fantástico, da TV Globo, na noite de domingo, o treinador questionou a pertinência dos protestos durante o torneio.
"Os protestos podem acontecer se forem normais, sem quebra-quebra. É democracia, todos têm direito de protestar contra A ou B ou alguma coisa", afirmou o gaúcho. "Mas não sei se agora seria a hora de isso acontecer."
Ele disse que não vai impedir seus atletas de comentarem publicamente a movimentação política e social no país, mas que vai alertá-los para que o clima nas ruas não prejudique o ambiente do time.
"Os jogadores têm uma missão, eles podem pensar, se expressar, podem dizer 'Eu quero um Brasil melhor', mas que isso não nos cause dificuldade no nosso ambiente."
Questionado por um de seus entrevistadores se os protestos podem atrapalhar o desempenho do time, o técnico foi taxativo: "Pode e muito!"
Em uma entrevista na maior parte do tempo descontraída, Felipão ficou sério ao comentar o legado social que a Copa deixará no país.
"Nós podíamos ter aproveitado melhor esses sete anos que tivemos pra montagem de tudo que precisamos, aeroportos, estradas, educação. Mas perdemos tempo e não vamos mais ter esse tempo."
UOL

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