sexta-feira, 11 de abril de 2014

Cerca de 80% das prefeituras do PI paralisam atividades em protesto

Arinaldo Leal diz que somente as escolas e hospitais estão funcionando.

Prefeitos se reuniram com representantes da bancada federal na APPM.
Prefeitos do Piauí se reúnem na Associação Piauiense de Municípios (Foto: Gilcilene Araújo/G1) 

Cerca de 80% das prefeituras de várias cidades do Piauí fecharam as portas nesta sexta-feira (11) em protesto pela crise financeira pela qual vêm passando. Os prefeitos se reuniram com representantes da bancada federal na Associação Piauiense de Municípios (APPM). Eles apresentaram os principais pontos que estão levando os municípios à falência. Segundo o presidente da APPM, Arinaldo Leal, somente as escolas e hospitais estão funcionando nos municípios.
Presidente da APPM pede socorro a bancada federal
(Foto: Gilcilene Araújo/G1)

“Infelizmente quem precisou solicitar ou retirar alguma documentação nos órgãos das prefeituras não conseguirá fazer o procedimento porque fechamos as portas hoje. Cerca de 80% dos prefeitos do interior participam desta mobilização”, comentou Arinaldo Leal.

Durante o encontro, o presidente da APPM foi o primeiro a discursar. Ele relatou aos parlamentares como estão as finanças das prefeituras piauienses.

“As prefeituras não têm condições de funcionar como os poucos recursos. No dia 20 de março recebemos R$ 16 mil, no entanto, esta verba não custeia o gasto que teremos para colocar as máquinas que recebemos do governo federal para funcionar. Há prefeitos que estão deixando de fazer obras porque não possuem dinheiro para pagar pelas desapropriações. Além disso, outros gestores estão complementando o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) para conseguir pagar todas as despesas com o pessoal da educação”, comentou.

Ainda segundo o presidente da APPM, na reunião foi apresentada à bancada federal um documento solicitando acréscimo de 2% do Fundo de Participação dos Municípios, desoneração da Previdência, aumento do limite de gastos da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), Royalties do petróleo, precatórios e custeio das máquinas doadas pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

O encontro contou com a presença de deputados federais e do senador Ciro Nogueira (PP).

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