Rumores cercam os meios políticos no Congresso; Polícia Federal já teria plano para fazer cerca de 50 prisões e realizar buscas em escritórios de empreiteiras em diversos pontos do Brasil; pivô é o doleiro Alberto Yousseff, já preso, e suas ligações como intermediário de políticos e financiadores de campanhas08/04/14, 15:32
Brasília está em transe. Os meios políticos da capital são alvo, produzem e comentam rumores de que ainda hoje, ou nos próximos dias, cerca de 50 prisões podem vir a ser feitas pela Polícia Federal, na fase chamada de pós-Operação Lava Jato. O pivô do medo que atinge muitos políticos e financiadores de campanhas, entre os quais alguma das maiores empreiteiras do País, é o doleiro Alberto Yousseff, já preso.
Conhecido como Beto entre os parlamentares, ele pode ter movimentado, segundo as primeias suspeitas da Polícia Federal, mas de R$ 90 milhões no perído das duas últimas eleições. É visto como o banqueiro das campanhas. Além de um possível pacote de prisões, a PF também estaria preparada para buscar documentos em escritórios de empresas que já tiveram ligações estabelecidas com Beto, como a Queiroz Galvão, Camargo Corrêa e OAS.
Licenciado por 60 dias da Câmara, o deputado André Vargas, do PT, poderá sofrer processo de perda de mandato caso sejam comprovadas ligações comerciais dele com o doleiro. Vargas utilizou um jatinho alugado por Yosseff para viajar com sua família aos Estados Unidos, em férias. O PT reúne a bancada na tarde desta terça-feira 8 para cobrar explicações formais do parlamentar. Em entrevista a blogueiros, em São Paulo, o ex-presidente Lula afirmou que o deputado "tem de se explicar".
A Operação Lava Jato pode desmontar um dos maiores esquemas de financiamento de campanhas políticas via caixa 2, sem prestação de contas à Justiça Eleitoral, do qual já se teve notícia. Alberto Yousseff construiu nos últimos anos ligações profundas com políticos e financiadores. As suspeitas são as de que ele também tenha agido como distribuidor de propinas entre agentes públicos. No avançar do chamado pós-Lava Jato, muitas casas podem cair.
Nos anos 1990, Yousseff foi protagonista do escândalo Banestado. Na Lava Jato, ele teria pago propinas para o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa. A PF constatou que o doleiro presenteou o executivo com um carro modelo Land Rover Evoque, no valor de 250.000 reais. As comissões pagas por Youssef para Costa e outros suspeitos podem ter chegado a soma de quase 8 milhões de reais. A PF interceptou mensagem de correio eletrônico enviada pela gerente financeira de uma empresa, que encaminha planilha de pagamentos de "comissões", em valores vultosos - total de 7.950.294,23 reais -, com indicação, no campo fornecedor, das siglas MO e GFD.
Brasília está em transe. Os meios políticos da capital são alvo, produzem e comentam rumores de que ainda hoje, ou nos próximos dias, cerca de 50 prisões podem vir a ser feitas pela Polícia Federal, na fase chamada de pós-Operação Lava Jato. O pivô do medo que atinge muitos políticos e financiadores de campanhas, entre os quais alguma das maiores empreiteiras do País, é o doleiro Alberto Yousseff, já preso.
Conhecido como Beto entre os parlamentares, ele pode ter movimentado, segundo as primeias suspeitas da Polícia Federal, mas de R$ 90 milhões no perído das duas últimas eleições. É visto como o banqueiro das campanhas. Além de um possível pacote de prisões, a PF também estaria preparada para buscar documentos em escritórios de empresas que já tiveram ligações estabelecidas com Beto, como a Queiroz Galvão, Camargo Corrêa e OAS.
Licenciado por 60 dias da Câmara, o deputado André Vargas, do PT, poderá sofrer processo de perda de mandato caso sejam comprovadas ligações comerciais dele com o doleiro. Vargas utilizou um jatinho alugado por Yosseff para viajar com sua família aos Estados Unidos, em férias. O PT reúne a bancada na tarde desta terça-feira 8 para cobrar explicações formais do parlamentar. Em entrevista a blogueiros, em São Paulo, o ex-presidente Lula afirmou que o deputado "tem de se explicar".
A Operação Lava Jato pode desmontar um dos maiores esquemas de financiamento de campanhas políticas via caixa 2, sem prestação de contas à Justiça Eleitoral, do qual já se teve notícia. Alberto Yousseff construiu nos últimos anos ligações profundas com políticos e financiadores. As suspeitas são as de que ele também tenha agido como distribuidor de propinas entre agentes públicos. No avançar do chamado pós-Lava Jato, muitas casas podem cair.
Nos anos 1990, Yousseff foi protagonista do escândalo Banestado. Na Lava Jato, ele teria pago propinas para o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa. A PF constatou que o doleiro presenteou o executivo com um carro modelo Land Rover Evoque, no valor de 250.000 reais. As comissões pagas por Youssef para Costa e outros suspeitos podem ter chegado a soma de quase 8 milhões de reais. A PF interceptou mensagem de correio eletrônico enviada pela gerente financeira de uma empresa, que encaminha planilha de pagamentos de "comissões", em valores vultosos - total de 7.950.294,23 reais -, com indicação, no campo fornecedor, das siglas MO e GFD.
Fonte: JL/247
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