quarta-feira, 19 de março de 2014

Robert Rios diz que 'Caso Algodões' foi um assassinato; foram 9 mortes

TRAGÉDIA TERIA SIDO PROVADA POR 'ERROS' DOS ENGENHEIROS; 9 pessoas morreram

O secretário de Segurança Pública, Robert Rios, participou nesta terça-feira (19/03), de uma audiência na 9º Vara Criminal, sobre o rompimento da barragem de Algodões , que resultou na morte de nove pessoas, entre elas crianças, no município de Cocal da Estação, distante 250 km de Teresina. Em entrevista ao 180graus , o secretário afirma que a tragédia que ocorreu na tarde do dia 27 de março de 2009 não foi um acidente, mas um ato criminoso.

“Aquelas mortes poderiam ser evitadas, mas não foram porque naquele dia ocorreu uma sucessão de atitudes equivocadas que resultaram nisso. As famílias foram retiradas do local, o próprio prefeito da época ordenou isso. Mas os engenheiros presentes garantiram ao governador na época, hoje o senador Wellington Dias (PT), que não havia risco”, disse.

Durante o depoimento, o ex-diretor do IDEPI, Norbelino Lira De Carvalho, chegou a afirmar que qualquer engenheiro seria capaz de saber que a barragem, nas condições em que se encontrava iria romper. “O governador Wellington Dias não é engenheiro e não tinha conhecimento técnico para ir contra o que diziam os engenheiros. O Norbelino disse que o responsável era um engenheiro chamado Ernani, mas isso eu não posso confirmar”, declarou.


Robert Rios afirma que o depoimento do engenheiro está gravado e garante que o governador na época teria levado vários profissionais de engenharia para avaliar a situação da barragem. “Lembro que foi até um do Rio de Janeiro e vários outros acompanhando o governador. Por isso eu digo que foi um crime, um assassinato e não um acidente. Os culpados devem ser punidos”, declarou.


No próximo dia 27 de março, a tragédia completa cinco anos. A Assembleia Legislativa irá realizar uma audiência pública para cobrar melhor assistência às vítimas da tragédia. As famílias afirmam que nunca foram recebidas por Wellington Dias. Porém o governo afirma que as indenizações foram pagas e as casas reconstruídas. Mas as famílias que viviam da agricultura e da criação de pequenos animais afirmam que as perdas não foram reparadas.


Entre as vítimas fatais estão as crianças Francisca Maria Pereira, de 10 anos; Maria Tainara dos Santos, de 12, além dos idosos João Alves dos Santos, de 72 anos e Francisca das Chagas dos Santos, de 73.A tragédia ainda deixou pelo menos 2 mil desabrigados, 953 desabrigados e 80 feridos leves.


Fonte:Publicado Por: Lídia Brito/180graus

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