Diretor Gilberto Albuquerque diz que obra tem previsão para durar seis meses

Área de pronto atendimento do Hospital de Urgência de Teresina será fechada (Foto: Gilcilene Araújo/ G1)
A área de pronto atendimento do Hospital de Urgência de Teresina passará uma ampla reforma a partir do dia 15 de abril. O diretor do hospital, Gilberto Albuquerque, disse ao G1 que durante os reparos cerca de 100 pacientes deixarão de ser atendidos diariamente. Segundo ele, a obra tem previsão para durar seis meses e extremamente necessária.
“Durante a obra não teremos condições de atender a todos que buscarem ajuda médica no HUT. A reforma é necessária porque quando ela for concluída, os pacientes ficarão em um leito isolado como determina a vigilância sanitária. Já esperamos muito porque o Ministério da Saúde determinou as mudanças há dois anos e nunca tivemos condições de fazê-las por conta da quantidade de pessoas que atendemos”, explicou o diretor.
Reunião na Câmara de Vereadores

Aderivaldo Andrade falou sobre problemas do HUT
na Câmara de Vereadores (Foto: Gilcilene Araújo/G1)A capacidade de atendimento e os problemas financérios do HUT foram discutidos durante uma reunião na comissão técnica de saúde da Câmara de Vereadores de Teresina nesta segunda-feira (24). O presidente da Fundação Hospitalar, Aderivaldo Andrade, foi convocado pelos parlamentares para justificar porque a unidade de saúde apresentou falta de energia e superlotação, mas deixou os parlamentares mais preocupados ao informar que a unidade de pronto atendimento será fechada.
Segundo o presidente, os reparos são necessários, mas irão comprometer os atendimentos, que segundo ele, já não acontecem de forma eficiente. “Se a atual situação é ruim, ela ficará pior quando fechamos o pronto atendimento do HUT. Este setor precisar de melhorias estruturais e não podemos mais adiar esta reforma”, disse.
A informação sobre o fechamento preocupou a vereadora Teresa Brito ( PV). “Isso é preocupante porque o número de vagas diminuirá. Além disso, precisamos saber o que acontecerá como os pacientes que procurarem atendimento no HUT. Para onde eles serão levados? “, questionou.
Segundo Aderivaldo Andrade, os problemas do HUT somente serão resolvidos quando ele passar a atender somente os traumas e o Hospital Getúlio Vargas e Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí passarem a atender as pessoas com problemas clínicos.
“O HGV precisa abrir sua urgência clínica porque não temos mais capacidade e condições financeiras para atender a demanda de pessoas que busca atendimento médico no HUT. Além disso, temos um problema financeiro muito grande já que o orçamento do hospital é de R$ 11 milhões, sendo que apenas R$ 4 milhões são repassados através de convênio com o Governo Federal e Estadual. É preciso ressaltar que a verba estadual é utilizada apenas para pagamento de salários de servidores, sendo que a maioria dos pacientes do HUT são oriundos do interior e de cidades do Maranhão”, justificou.
G1 PI
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