sexta-feira, 28 de março de 2014

Influência das redes sociais no ativismo político é destaque no New York Times


Imagem: Reprodução/Redes Sociais 

Diante da onda de manifestações políticas ao redor do mundo, a influência das redes sociais no ativismo político foi assunto no jornal americano The New York Times. No Brasil, o Facebook teve participação importante nos protestos como ferramenta para que ativistas combinassem detalhes das passeatas através das redes sociais. A reportagem defende que o uso das redes sociais ajuda a aumentar o número de adeptos às manifestações e também esclarecer e discutir os principais pontos reivindicados.

O jornal relembrou casos marcantes da participação da internet nas manifestações. Como aconteceu em Istambul na quarta-feira passada, quando mais de 100.000 pessoas compareceram ao um funeral Berkin Elvan, que se transformou em uma manifestação em massa . A notícia tinha vindo do Twitter: o jovem de 15 anos havia morrido após ser sido atingido na cabeça por uma bomba de gás lacrimogêneo quando comprar pão, durante os protestos Gezi junho passado. O rapaz permaneceu 269 dias em coma e não resistiu aos ferimentos. O caso ganhou através das redes sociais, como o Facebook e o Instagram. Quando os pais de Berkin anunciaram no Twitter a morte do filho, o funeral se tornou um protesto.

De acordo com o jornal americano, grandes mobilizações de cidadãos tendem a murchar sem o impacto sobre a política. Contudo, as redes sociais fortalecem os movimentos, uma vez que repercutem os fatos diária e intensamente. A publicação afirma que, antes da Internet, o trabalho tedioso de organizar o que era necessário para contornar a censura ou para organizar um protesto também ajudou a construir infra-estrutura para a tomada de decisões e estratégias para sustentar as manifestações.

O New York times alegou que a força das mídias sociais está na democracia e na liberdade de expressão. O ativismo cibernético gerou situações constrangedoras para muitos políticos, como lembrou o jornal. Durante na Turquia, o primeiro-ministro, Recep Tayyip Erdogan, definiu as redes sociais como "ameaça para a sociedade". Conforme lembrou o The New York Times, o Parlamento da Turquia aprovou uma lei aumentando a capacidade do governo para censurar conteúdo online e expandir a vigilância e Erdogan disse que consideraria bloquear o acesso ao Facebook e YouTube.

O texto diz que a mídia nas mãos dos cidadãos pode sacudir regimes e isso torna muito mais difícil para os governantes manter a legitimidade por meio do controle da esfera pública. A publicação alerta ainda que os ativistas que fizeram tal uso eficaz da tecnologia para reunir torcedores, ainda precisam descobrir como converter essa energia em um maior impacto.


Jornal do Brasil

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